A Salmix destacou durante a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, evento promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e que é realizado simultaneamente ao 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura, em Chapecó (SC) o seu portfólio de produtos para o combate a Salmonella com a aplicação de ácidos orgânicos via água de bebida.
Renato Ravetti, proprietário da Salmix, explicou que uma microbiota dentro de padrões normais gera maior proteção aos animais. “Desta forma, o produtor tem mais condições de gerar mais rentabilidade no campo. Nosso objetivo é oferecer condições para que os produtores possam proteger seu plantel contra a Salmonella e, assim, abrimos nossa frente para o conceito de ‘saúde única’, pois essa proteção se reflete também no ser humano”, destacou.
De acordo com informações divulgadas pela empresa, a Salmonella enterica sorovar Minnesota tem se consolidado como um dos principais desafios sanitários da avicultura brasileira. Sua capacidade de colonização intestinal e excreção fecal persistente sustenta a disseminação dentro das granjas, aumenta a pressão de contaminação ambiental e mantém o ciclo de infecção ativo ao longo do sistema produtivo. Em sistemas intensivos, a dinâmica de transmissão horizontal é fortemente influenciada pela eliminação fecal do patógeno, tornando a redução da excreção um ponto crítico dentro das estratégias modernas de controle.
Diante da crescente restrição ao uso de antimicrobianos e da necessidade de soluções sustentáveis e operacionalmente viáveis, os ácidos orgânicos administrados via água de bebida têm ganhado relevância. Essa abordagem permite intervenção precoce no trato gastrointestinal, com potencial impacto tanto sobre a presença do patógeno quanto sobre o equilíbrio ecológico do ambiente intestinal.
Considerando essa perspectiva integrada, a Salmix avaliou o desempenho do Axeed® Liquid em frangos de corte desafiados experimentalmente com Salmonella Minnesota, analisando simultaneamente a excreção fecal e a modulação do microbioma intestinal.
O experimento foi desenvolvido em colaboração com a Universidade Estadual Paulista (UNESP – Jaboticabal) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e garantiu o rigor metodológico, padronização experimental e alto padrão científico nas análises conduzidas.
Ainda segundo informações técnicas da Salmix, em sistemas comerciais, o controle de Salmonella Minnesota exige abordagem multifatorial, combinando biosseguridade, manejo e estratégias nutricionais eficazes. A redução da excreção fecal observada neste estudo sugere potencial contribuição para diminuição da pressão ambiental do patógeno ao longo do sistema produtivo. Paralelamente, a modulação do microbioma indica suporte à estabilidade intestinal, aspecto fundamental em cenários de desafio recorrente.
O uso de acidificante via água de bebida, conforme avaliado no modelo experimental divulgado, apresenta-se, segundo a empresa, como ferramenta operacionalmente simples e tecnicamente consistente, podendo integrar programas industriais de controle sanitário com foco em redução de risco e sustentabilidade produtiva.
Renato Ravetti detalhou ainda que a Salmix desenvolve uma análise profunda na relação água, ácidos orgânicos e microbiota e seu impacto na avicultura. “Buscamos entender as diferentes situações de cada cliente e sua necessidade e, desta forma, apresentamos soluções práticas através de nosso diferencial técnico, que está em agilizar o desenvolvimento de produtos que realmente entregam solução com inovação aplicada, direta ao ponto, pensada para resolver problemas reais da rotina do produtor”, afirma. “Isso se traduz no nosso posicionamento — “Inovação com simplicidade”: tecnologia com propósito, fácil de implementar, com resultado mensurável e adaptação rápida às demandas do mercado”, aponta Ravetti.
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