A FAMBRAS Halal Certificadora participará do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), entre 4 e 6 de agosto de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), para apresentar os requisitos aplicados à certificação e ao abate destinado aos consumidores muçulmanos. O tema envolve conformidade religiosa, controle sanitário, rastreabilidade e bem-estar animal.
Embora o corte seja uma das etapas mais conhecidas, a certificação considera diferentes pontos da cadeia produtiva. Segundo material divulgado pela entidade, o processo inclui verificação documental, auditorias, acompanhamento das operações e confirmação do cumprimento das regras estabelecidas pela jurisprudência islâmica.
Procedimento segue requisitos específicos
No abate Halal, os animais devem estar saudáveis e aprovados pelas autoridades sanitárias. O procedimento é realizado por profissional muçulmano treinado, com a pronúncia de uma invocação religiosa imediatamente antes do corte.

A orientação é que o corte seja contínuo e executado com faca afiada, atingindo traqueia, esôfago, artérias carótidas e veias jugulares. O período necessário à sangria deve ser respeitado antes do processamento seguinte. No caso das aves, o escaldamento somente pode ocorrer após a confirmação da morte.
Bem-estar depende de todo o manejo
A conformidade religiosa, isoladamente, não garante boas condições de abate. As recomendações internacionais de bem-estar abrangem desembarque, alojamento temporário, condução, contenção, eventual insensibilização, sangria, capacitação dos trabalhadores e avaliação contínua dos animais.
Uma revisão científica publicada em 2023 apontou que a afiação adequada da faca pode favorecer um corte mais rápido e limpo. O estudo também ressalta a importância da posição do corte, do tamanho da lâmina, da contenção, do treinamento dos profissionais e do monitoramento das operações.
Dessa forma, a discussão sobre abate Halal e bem-estar exige avaliação do conjunto dos procedimentos, e não apenas do ritual. Para frigoríficos exportadores, a combinação entre exigências religiosas, controles sanitários e rastreabilidade também influencia o acesso a diferentes mercados.



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