A modernização da pecuária leiteira não exige a redução das pastagens na dieta dos rebanhos, mas sim a otimização de seu manejo combinado à suplementação inteligente. Essa diretriz técnica será o tema central da palestra do zootecnista e pesquisador Gabriel Menegazzi, professor da Universidad de la República (Uruguai), durante o 15º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL).
O evento, organizado pelo Nucleovet, ocorre de 6 a 8 de outubro em Chapecó (SC), e debaterá como os sistemas baseados em forragem podem alcançar alta produtividade e competir no mercado global de proteínas.Menegazzi trará a bagagem produtiva do Uruguai — país que exporta cerca de 70% de sua produção láctea mantendo o pasto como pilar estratégico — para quebrar o mito de que o confinamento total é o único caminho para a eficiência.

Segundo o especialista, o foco do produtor de proteína animal deve migrar da análise isolada da produção individual por vaca para indicadores sistêmicos robustos, como a produção de leite por hectare, a eficiência no uso de nutrientes e o custo total do litro produzido.
Além do retorno econômico, a engenharia de pastejo atende diretamente às exigências globais de sustentabilidade e pegada ambiental na cadeia de proteína. O pesquisador abordará como o manejo correto do pasto influencia a mitigação das emissões de metano por litro de leite em conformidade com o bem-estar animal. O painel técnico reforça que a eficiência forrageira depende da capacidade gerencial da propriedade em ajustar a oferta de alimento, regular a suplementação e interpretar os dados de impacto de carbono de forma integrada.



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