A pecuária leiteira brasileira passou por transformações profundas nas últimas décadas, resultado direto do avanço da ciência e da profissionalização dos sistemas produtivos. Para a Dra. Lívia Magalhães-Antunes, zootecnista, Pós-doutora especialista em Bem-estar Animal, Gerente da Divisão Leite da BE.Animal, o setor vive uma curva contínua de evolução técnica, sustentada principalmente pela genética, nutrição e manejo mais precisos. Segundo ela, a cadeia tem conseguido ampliar produtividade e renda ao incorporar protocolos reprodutivos, programas nutricionais especializados e ferramentas que padronizam processos. “Na reprodução, ainda que em menor intensidade do que no corte, tivemos forte evolução em genética, tanto animal quanto de pastagens e cultivares adaptadas aos sistemas leiteiros”, afirma.
A especialista destaca que o ganho mais visível ocorreu na nutrição, impulsionado por maior conhecimento sobre exigências das categorias, uso de análises laboratoriais e dietas formuladas com base em dados. “Houve avanço das formulações nutricionais e maior conhecimento em exigências nutricionais, aliado à intensificação e à inserção de sistemas de alto desempenho”, explica. A consequência foi a consolidação de rebanhos mais produtivos, manejados com menor variação e maior previsibilidade.
No campo do manejo, a evolução também foi expressiva. Lívia observa que, com a profissionalização das propriedades, os protocolos passaram a fazer parte da rotina e permitiram padronizar atividades que antes dependiam apenas da experiência empírica do produtor. “Na parte de manejo, foi muito positivo observar o amadurecimento do sistema e a profissionalização do setor, o que tornou o trabalho mais padronizado, com adoção de protocolos e maior qualificação de mão de obra”, reforça.
Leia a matéria completa na edição 224 da revista Feed&Food.

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