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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
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Suíno vivo sobe 14,71% em São Paulo e melhora poder de compra dos produtores

Após três meses de queda, valorização dos animais, recuo do milho e demanda mais firme pela carne suína favorecem recuperação em outubro.

A Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo “Mezo Wolters”, vinculada à Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), definiu nesta quinta-feira (15) novo realinhamento para R$ 133 por arroba, equivalentes a R$ 7,09 por quilo de suíno vivo. Segundo a entidade, a rodada contabilizou 21.250 animais comercializados. A atualização ocorre em meio à recuperação do poder de compra dos suinocultores paulistas, apontada pelo Cepea após três meses consecutivos de queda.

Na quarta-feira (14), o Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq em São Paulo ficou em R$ 6,63/kg, estável no dia, mas com valorização acumulada de 14,71% em outubro. As cotações das duas instituições representam referências distintas, com datas e critérios de apuração diferentes.

Milho e farelo de soja influenciam recuperação

No boletim da APCS, o milho aparece cotado a R$ 65,43 por saca, com relação de preços equivalente a 2,03 sacas do cereal por arroba de suíno vivo. A entidade também apresentou o animal a US$ 26,28 por arroba, considerando dólar a R$ 5,06.

A Bolsa de Suínos de São Paulo fixou o preço do suíno vivo em R$ 7,09/kg (R$ 133 por arroba) em 15 de outubro, com 21.250 animais comercializados. O milho foi cotado a R$ 65,43 por saca, em meio à recuperação do poder de compra dos suinocultores paulistas. Crédito: APCS.

Segundo o Cepea, os preços do suíno vivo avançaram mais intensamente que os do farelo de soja, enquanto o milho recuou. A combinação melhorou a relação de troca com os principais insumos da alimentação animal, embora não represente necessariamente maior lucratividade, já que outros custos também influenciam os resultados das granjas.

Demanda e ajustes na oferta sustentam cotações

Pesquisadores do Cepea relatam aumento da procura das famílias por carne suína, estimulando frigoríficos a buscar novos lotes de animais. Ao mesmo tempo, produtores procuram reduzir o peso médio dos suínos comercializados para conter o volume de carne por cabeça, diante do cenário de sobreoferta observado nos últimos meses.

A valorização mensal também aparece em Minas Gerais, onde o suíno vivo foi cotado a R$ 6,95/kg no dia 14 (+13,19%), e em Santa Catarina, com R$ 5,82/kg (+10,86%). Paraná e Rio Grande do Sul registraram R$ 5,90/kg (+9,87%) e R$ 5,77/kg (+9,49%), respectivamente.

O suíno vivo atingiu R$ 6,63/kg em São Paulo no dia 14 de outubro de 2026, acumulando valorização de 14,71% no mês. Minas Gerais registrou a maior cotação entre os estados analisados, com R$ 6,95/kg. Crédito: Cepea/Esalq.

Carcaça suína acumula alta de 17,29%

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial encerrou o dia 14 a R$ 9,97/kg, queda diária de 0,20%, mas valorização de 17,29% no mês.

A carcaça suína especial foi cotada a R$ 9,97/kg em 14 de outubro de 2026, registrando recuo diário de 0,20%, mas mantendo valorização acumulada de 17,29% no mês. Crédito: Cepea/Esalq.

Para as próximas semanas, a sustentação dos preços dependerá da demanda por carne suína, da disponibilidade de animais para abate e do comportamento dos custos com milho e farelo de soja. Esses fatores serão determinantes para a continuidade da recuperação do poder de compra dos produtores.

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