A Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo “Mezo Wolters”, vinculada à Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), definiu nesta quinta-feira (15) novo realinhamento para R$ 133 por arroba, equivalentes a R$ 7,09 por quilo de suíno vivo. Segundo a entidade, a rodada contabilizou 21.250 animais comercializados. A atualização ocorre em meio à recuperação do poder de compra dos suinocultores paulistas, apontada pelo Cepea após três meses consecutivos de queda.
Na quarta-feira (14), o Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq em São Paulo ficou em R$ 6,63/kg, estável no dia, mas com valorização acumulada de 14,71% em outubro. As cotações das duas instituições representam referências distintas, com datas e critérios de apuração diferentes.
Milho e farelo de soja influenciam recuperação
No boletim da APCS, o milho aparece cotado a R$ 65,43 por saca, com relação de preços equivalente a 2,03 sacas do cereal por arroba de suíno vivo. A entidade também apresentou o animal a US$ 26,28 por arroba, considerando dólar a R$ 5,06.

Segundo o Cepea, os preços do suíno vivo avançaram mais intensamente que os do farelo de soja, enquanto o milho recuou. A combinação melhorou a relação de troca com os principais insumos da alimentação animal, embora não represente necessariamente maior lucratividade, já que outros custos também influenciam os resultados das granjas.
Demanda e ajustes na oferta sustentam cotações
Pesquisadores do Cepea relatam aumento da procura das famílias por carne suína, estimulando frigoríficos a buscar novos lotes de animais. Ao mesmo tempo, produtores procuram reduzir o peso médio dos suínos comercializados para conter o volume de carne por cabeça, diante do cenário de sobreoferta observado nos últimos meses.
A valorização mensal também aparece em Minas Gerais, onde o suíno vivo foi cotado a R$ 6,95/kg no dia 14 (+13,19%), e em Santa Catarina, com R$ 5,82/kg (+10,86%). Paraná e Rio Grande do Sul registraram R$ 5,90/kg (+9,87%) e R$ 5,77/kg (+9,49%), respectivamente.

Carcaça suína acumula alta de 17,29%
No atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial encerrou o dia 14 a R$ 9,97/kg, queda diária de 0,20%, mas valorização de 17,29% no mês.

Para as próximas semanas, a sustentação dos preços dependerá da demanda por carne suína, da disponibilidade de animais para abate e do comportamento dos custos com milho e farelo de soja. Esses fatores serão determinantes para a continuidade da recuperação do poder de compra dos produtores.



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