Marcelo Macaus
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A Raiar Orgânicos anunciou um avanço inédito em sua cadeia produtiva: a adoção da sexagem in-ovo para 100% das aves adquiridas pela empresa. A tecnologia, que permite a identificação do sexo do embrião ainda no ovo, elimina a necessidade de descarte dos pintinhos machos após o nascimento, prática comum na avicultura de postura em todo o mundo.
A decisão é voluntária e posiciona a Raiar como a primeira empresa do Hemisfério Sul a utilizar o equipamento Cheggy, desenvolvido pela Agri Advanced Technologies (AAT), da Alemanha, em parceria com a Lohmann do Brasil Avicultura. A solução já é aplicada em granjas da Europa e dos Estados Unidos, e é voltada especificamente para galinhas de linhagem marrom, como as criadas pela Raiar.
“O bem-estar é a alma da nossa empresa. Estamos sempre buscando ativamente melhorias de processos, para além das nossas operações e olhando para toda a cadeia produtiva”, afirma Marcus Menoita, CEO da Raiar. “A Cheggy é a tecnologia não-invasiva mais eficaz e viável hoje”, completa o executivo.
Na avicultura de postura, as granjas adquirem apenas pintainhas fêmeas, as únicas que botam ovos. Os machos, por não possuírem valor produtivo para esse segmento, são tradicionalmente descartados. Com a sexagem in-ovo, esse processo deixa de ocorrer, uma vez que os ovos com embriões machos podem ser destinados a outros fins antes mesmo da eclosão.

A adoção da Cheggy traz ganhos para além da ética. “O consumidor está cada vez mais atento ao impacto das cadeias de produção, e essa tecnologia responde a uma demanda crescente por práticas sustentáveis e humanizadas”, explica Marcus Menoita.
A iniciativa reforça o papel da Raiar como referência em produção orgânica com alto padrão de bem-estar animal. Também sinaliza uma possível transformação para toda a cadeia da avicultura de postura, à medida que tecnologias como a sexagem in-ovo ganham escala e se tornam mais acessíveis aos produtores. Para outras informações, clique aqui.
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