Mesa de Mercado · CEPEA
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Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
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Carne de frango perde quase 70% de competitividade frente à suína

Desvalorização da carcaça suína estreita a diferença entre as proteínas no atacado da Grande São Paulo

A carne de frango perdeu competitividade frente à suína no atacado da Grande São Paulo ao longo do último ano. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a vantagem competitiva da proteína avícola caiu quase 70% na comparação entre as médias de julho de 2026 e julho de 2025.

Queda da carne suína altera relação

Na primeira quinzena deste mês, tanto o frango resfriado quanto a carcaça suína especial registraram preços inferiores às médias de junho. O recuo mais intenso da proteína suína, entretanto, reduziu a vantagem de preço tradicionalmente apresentada pelo frango.

Indicador do Cepea mostra estabilidade do frango congelado em R$ 7,32 por quilo no dia 16 de julho, com alta acumulada de 0,83% no mês. Crédito: Cepea.

O movimento está relacionado principalmente à forte desvalorização da carcaça suína. Em termos reais, com os valores corrigidos pela inflação, o produto acumula queda de 33,2% em relação a julho do ano passado. Com isso, a carne suína passou a disputar espaço com maior intensidade no atacado.

Frango acumula alta no mês

Os indicadores mais recentes mostram estabilidade nas cotações do frango em São Paulo. Em 16 de julho, o produto congelado foi negociado a R$ 7,32 por quilo, com alta acumulada de 0,83% no mês. O resfriado alcançou R$ 7,34 por quilo, avanço mensal de 1,10%.

Indicador do Cepea mostra o frango resfriado cotado a R$ 7,34 por quilo em 16 de julho, com valorização acumulada de 1,10% no mês. Crédito: Cepea.

Apesar das variações positivas ao longo de julho, os valores ainda não foram suficientes para recuperar a competitividade perdida diante da carne suína no horizonte de um ano.

Demanda orienta próximos movimentos

A relação entre os preços das proteínas influencia as decisões de compradores do atacado e do varejo, sobretudo em períodos de consumo mais cauteloso. A evolução das cotações na segunda metade do mês dependerá do ritmo das vendas, da disponibilidade de produto e do comportamento dos estoques.

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