A doença de Newcastle completa cem anos desde sua primeira descrição científica na ilha de Java, na Indonésia. Altamente contagiosa, a enfermidade afeta aves domésticas e silvestres e pode provocar sinais respiratórios, neurológicos e digestivos, além de mortalidade elevada nas formas mais virulentas.
O marco foi debatido durante um encontro internacional realizado entre 10 e 12 de fevereiro, em Bogor, na Indonésia. Organizado pela Ceva Saúde Animal em colaboração com instituições locais, o evento reuniu aproximadamente 100 pesquisadores, autoridades e profissionais de 15 países para discutir a evolução do controle sanitário.
Da descoberta ao controle sanitário
Os estudos iniciados no século passado permitiram identificar o agente viral, desenvolver métodos de diagnóstico e ampliar o uso da vacinação. A doença também contribuiu para consolidar práticas de biossegurança, vigilância epidemiológica e controle da movimentação de aves e produtos avícolas.

Apesar dos avanços, a Newcastle permanece presente em partes da Ásia, África e América do Sul. A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) considera sua forma altamente patogênica uma enfermidade de notificação obrigatória e recomenda vacinação, vigilância e medidas rigorosas de biossegurança.
Tecnologia aprimora vigilância
Ferramentas como PCR em tempo real, sequenciamento genético e bioinformática passaram a permitir a diferenciação mais rápida entre cepas e o acompanhamento da evolução do vírus.
A adoção de uma nomenclatura internacional também facilita a comparação de resultados, a investigação de surtos e a avaliação das estratégias de vacinação. Entretanto, especialistas reforçam que nenhuma tecnologia substitui a aplicação correta das vacinas, o diagnóstico precoce e o controle de pessoas, veículos e equipamentos nas granjas.
Após um século de pesquisa, a doença está mais bem compreendida, mas continua exigindo atenção permanente da cadeia avícola.



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