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Newcastle completa 100 anos e mantém alerta na avicultura

Doença descrita na Indonésia em 1926 impulsionou avanços em diagnóstico, vacinação e biossegurança, mas continua circulando em diferentes regiões

A doença de Newcastle completa cem anos desde sua primeira descrição científica na ilha de Java, na Indonésia. Altamente contagiosa, a enfermidade afeta aves domésticas e silvestres e pode provocar sinais respiratórios, neurológicos e digestivos, além de mortalidade elevada nas formas mais virulentas.

O marco foi debatido durante um encontro internacional realizado entre 10 e 12 de fevereiro, em Bogor, na Indonésia. Organizado pela Ceva Saúde Animal em colaboração com instituições locais, o evento reuniu aproximadamente 100 pesquisadores, autoridades e profissionais de 15 países para discutir a evolução do controle sanitário.

Da descoberta ao controle sanitário

Os estudos iniciados no século passado permitiram identificar o agente viral, desenvolver métodos de diagnóstico e ampliar o uso da vacinação. A doença também contribuiu para consolidar práticas de biossegurança, vigilância epidemiológica e controle da movimentação de aves e produtos avícolas.

Veterinários realizam monitoramento clínico e laboratorial em aves, reforçando a importância do diagnóstico precoce, da vacinação e da biossegurança contra a doença de Newcastle. Crédito: Imagem gerada por IA

Apesar dos avanços, a Newcastle permanece presente em partes da Ásia, África e América do Sul. A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) considera sua forma altamente patogênica uma enfermidade de notificação obrigatória e recomenda vacinação, vigilância e medidas rigorosas de biossegurança.

Tecnologia aprimora vigilância

Ferramentas como PCR em tempo real, sequenciamento genético e bioinformática passaram a permitir a diferenciação mais rápida entre cepas e o acompanhamento da evolução do vírus.

A adoção de uma nomenclatura internacional também facilita a comparação de resultados, a investigação de surtos e a avaliação das estratégias de vacinação. Entretanto, especialistas reforçam que nenhuma tecnologia substitui a aplicação correta das vacinas, o diagnóstico precoce e o controle de pessoas, veículos e equipamentos nas granjas.

Após um século de pesquisa, a doença está mais bem compreendida, mas continua exigindo atenção permanente da cadeia avícola.

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