Glaucia Bezerra | glaucia@dc7comunica.com.br
“O quadro econômico brasileiro deverá manter sustentados os níveis de consumo no mercado interno, apoiados pela manutenção da competitividade do setor”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.
A avicultura e a suinocultura brasileira encerraram 2024 com números impressionantes, reforçando o papel estratégico dos setores para a economia nacional e para o abastecimento global de proteínas. Impulsionados por um cenário de aumento na produção e diversificação de mercados externos, os setores se preparam para um novo salto em 2025, com expectativa de abertura de mercados e aumento do consumo interno, como projeta a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A produção de carne de frango deve atingir 15 milhões de toneladas em 2024, um avanço de 1,1% em relação a 2023. Desse total, 9,7 milhões de toneladas foram destinadas ao mercado interno, com um consumo per capita de 45,6 quilos, também 1,1% superior ao ano anterior. O volume exportado deve chegar a 5,3 milhões de toneladas, um crescimento de 3,1% em relação a 2023, quando foram embarcados 5,139 milhões de toneladas.
Para 2025, a ABPA projeta uma produção de até 15,3 milhões de toneladas de carne de frango (+2,7%), com o mercado interno consumindo 9,9 milhões de toneladas (+2,1%) e o consumo per capita subindo para 46,6 quilos (+2,2%). As exportações podem chegar a 5,4 milhões de toneladas (+1,9%), com destaque para novas aberturas comerciais na América Central e países da África. “O quadro econômico brasileiro deverá manter sustentados os níveis de consumo no mercado interno, apoiados pela manutenção da competitividade do setor”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.
A suinocultura também apresentou resultados expressivos. Em 2024, a produção alcançou 5,35 milhões de toneladas, um crescimento de 3,8% em relação a 2023, com 5,156 milhões de toneladas. A disponibilidade interna da proteína totalizará cerca de 4 milhões de toneladas, número 1,9% superior à disponibilidade registrada no ano anterior, com 3,926 milhões de toneladas. O consumo per capita do setor em 2024 crescerá até 3,8%, podendo alcançar 19 quilos per capita.

LEIA NA REVISTA FEEDFOOD:
Brasil aposta em safra recorde




