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Pesca e aquicultura movimentam empregos e ampliam produção de pescado no Brasil

Setor reúne mais de 1 milhão de pescadores profissionais e reforça importância econômica e alimentar em diferentes regiões do país

pesca e aquicultura

A cadeia produtiva da pesca e da aquicultura segue desempenhando papel importante na geração de empregos e no abastecimento alimentar no Brasil. O setor envolve desde pescadores artesanais e industriais até aquicultores, armadores de pesca e a indústria responsável pelo processamento e beneficiamento do pescado consumido no país.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o consumo médio de pescado no Brasil gira em torno de 12 quilos por habitante ao ano. Em alguns estados, como Ceará, Pernambuco e Amazonas, esse volume supera 40 quilos por pessoa anualmente, refletindo a forte presença cultural e econômica da atividade nessas regiões.

Atualmente, o país possui mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo mais de 507 mil mulheres atuando no setor. Na aquicultura em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, responsáveis pela geração de 4.126 empregos diretos e mais de 16 mil indiretos.

Produção abastece mercado nacional

Os trabalhadores da pesca e aquicultura são responsáveis por uma produção superior a 1,780 milhão de toneladas de pescado por ano em águas continentais e marinhas. Já a aquicultura brasileira ultrapassa 3,1 milhões de toneladas anuais.

Entre os produtos mais procurados pelo mercado estão camarão, tilápia, tambaqui e outras espécies de peixes cultivadas ou capturadas em diferentes regiões do país.

Além da relevância econômica, o setor também possui forte impacto social, principalmente em comunidades litorâneas e ribeirinhas que dependem diretamente da atividade para geração de renda e segurança alimentar.

pesca e aquicultura
Cadeia da pesca e aquicultura reúne mais de 1 milhão de trabalhadores e movimenta a produção de pescado em diferentes regiões do Brasil. Crédito: Reprodução

Consumo interno ainda é desafio

Apesar do crescimento da produção, o Ministério da Pesca e Aquicultura avalia que ainda existe espaço para ampliar o consumo de pescado entre os brasileiros. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a necessidade de estimular o consumo ao longo de todo o ano.

“Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”, afirmou.

Segundo o ministro, o fortalecimento do consumo interno pode contribuir diretamente para geração de empregos, ampliação da renda e fortalecimento da cadeia produtiva nacional.

Rastreabilidade e qualidade entram no foco

Outro ponto considerado estratégico pelo governo é o fortalecimento da rastreabilidade e da qualidade dos produtos da pesca e aquicultura. O objetivo é ampliar a confiança do consumidor e garantir maior segurança alimentar. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”, ressaltou Edipo Araujo.

O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, também destacou que políticas públicas voltadas ao setor têm buscado fortalecer o reconhecimento dos trabalhadores da pesca artesanal e ampliar oportunidades dentro da cadeia produtiva.

Trabalho nas águas sustenta comunidades

Para a diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, o setor reúne trabalhadores que exercem papel essencial para a economia e para a produção de alimentos no país.

“Homens e mulheres movimentam a economia, alimentam o Brasil e mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção existe dedicação, resistência e muito trabalho”, afirmou.

O Ministério da Pesca e Aquicultura também informou que mantém disponíveis o Boletim e o Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola, ferramentas que reúnem dados sobre produção e perfil dos trabalhadores do setor no Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura, adaptado pela equipe Feed&Food

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