O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o atual cenário de desabastecimento de vacinas contra clostridioses no Brasil está relacionado, principalmente, a decisões mercadológicas adotadas por fabricantes que interromperam a produção e a comercialização dos imunizantes entre o final de 2025 e janeiro de 2026.
As clostridioses representam um grupo de doenças bacterianas que afetam diferentes espécies animais e podem provocar perdas significativas na pecuária, especialmente em bovinos. O cenário de menor oferta de vacinas gerou preocupação no setor produtivo diante da importância da imunização para prevenção sanitária dos rebanhos.
Mapa amplia medidas emergenciais
Para minimizar os impactos do desabastecimento, o Mapa afirmou que vem atuando junto à indústria de saúde animal para estimular tanto o aumento da fabricação nacional quanto a ampliação das importações de vacinas.
Além disso, o Ministério informou que também intensificou os procedimentos de fiscalização e agilizou os processos de liberação dos produtos destinados ao mercado brasileiro.
Segundo o órgão, as ações emergenciais já permitiram a liberação de 14.640.910 doses de vacinas contra clostridioses entre os meses de março e abril de 2026, incluindo produtos nacionais e importados.

Indústria projeta aumento gradual da oferta
De acordo com informações repassadas pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) em 5 de maio de 2026, a expectativa inicial é de entrega entre 8 milhões e 10 milhões de doses mensais até dezembro deste ano.
A projeção considera possibilidade de ampliação da produção ao longo do segundo semestre, à medida que a indústria avance na recomposição da capacidade de oferta.
Com isso, a estimativa do setor é disponibilizar mais de 100 milhões de doses até o final de 2026, buscando atender a demanda da pecuária brasileira e reduzir os impactos do atual cenário de escassez.
Setor acompanha situação sanitária
O abastecimento de vacinas contra clostridioses é considerado estratégico para a manutenção da sanidade animal e da produtividade pecuária, principalmente em sistemas intensivos de produção.
Diante disso, produtores e entidades do setor seguem acompanhando a evolução da oferta de imunizantes, enquanto o mercado trabalha para normalizar o fornecimento nos próximos meses.
Fonte: Mapa, adaptado pela equipe Feed&Food
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