Feed & Food
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
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Pecuária Responsável

Pecuária Responsável

Camila Santos – camila@dc7comunica.com.br

Nos últimos 20 anos, a produção de proteína animal no Brasil passou por uma verdadeira revolução. O que antes era tratado quase exclusivamente sob a ótica da produtividade, hoje envolve um tripé que conecta eficiência, qualidade e sustentabilidade — e o bem-estar animal deixou de ser visto como custo para se consolidar como investimento estratégico.

“O desafio sempre foi o mesmo: manter o animal em conforto térmico, com boa qualidade do ar e, ao mesmo tempo, permitir que expressem comportamentos naturais”, resume a Cristiane Titto, doutora em zootecnia e Professora Associada da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos/USP. “A diferença é que, ao longo dessas duas décadas, conseguimos integrar tecnologia, genética e manejo de baixo estresse de forma mais ampla e precisa.”

Essa transformação não aconteceu de maneira uniforme. Cada espécie trilhou seu próprio caminho, impulsionada por pressões de mercado, avanços científicos e demandas sociais. No caso das aves, o divisor de águas foi a adoção dos aviários climatizados em túnel e do sistema dark-house, tecnologias que elevaram os índices de produtividade sem abrir mão do bem-estar. “A pressão interna dos aviários e a automação dos processos operacionais mudaram tudo. Foi assim que o Brasil conquistou o posto de maior exportador de frangos do mundo”, destaca Diomar Roberto Barro, médico-veterinário e especialista em avicultura.

Na suinocultura, as mudanças se aceleraram a partir do reconhecimento de que o bem-estar poderia reduzir perdas, melhorar a conversão alimentar e aumentar a longevidade das matrizes. “O manejo de baixo estresse deixou de ser discurso e se tornou prática, porque o retorno econômico é evidente. Quanto mais conforto e previsibilidade oferecemos aos animais, melhores são os resultados produtivos”, reforça Osmar Dalla Costa, doutor em zootecnia e gestor do Núcleo Temático de Produção de Suínos (NTPSA) da Embrapa Suínos e Aves.

Confira o conteúdo completo na edição 222 da Revista Feed&Food

Pecuária Responsável

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