Camila Santos, da Redação
O mercado lácteo encerrou setembro com retração generalizada nos preços, influenciado por uma oferta elevada diante de uma demanda mais contida. O aumento dos estoques exerceu pressão sobre as cotações, resultando em queda para leite UHT, queijo muçarela e leite em pó.
No mercado internacional, o cenário foi semelhante, com recuo nas cotações diante da produção elevada nos principais países exportadores. O leite negociado no mercado Spot manteve trajetória de baixa, acumulando queda de 22% desde março de 2025.
As sinalizações dos Conseleites ( conselho formado por entidades do setor lácteo de cada estado) para o leite entregue em setembro também apontaram retração em todos os estados acompanhados. Minas Gerais registrou o recuo mais moderado, enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram quedas próximas a 3%. A maior disponibilidade de matéria-prima segue como principal fator de pressão sobre o preço ao produtor.

Nos grãos, a soja manteve viés baixista, refletindo a safra volumosa, o câmbio apreciado e as perspectivas de acordo comercial entre Estados Unidos e China. Já o milho permaneceu com preços estáveis, sustentado por boa demanda interna, embora as exportações mereçam atenção diante dos altos estoques.
No segmento de proteína animal, o boi gordo também apresentou estabilidade. Apesar da oferta elevada, o ritmo firme das exportações garantiu sustentação às cotações da arroba. O câmbio seguiu em apreciação ao longo do mês, enquanto as projeções de crescimento do PIB brasileiro se mantiveram em torno de 2,1%.
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