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Na trilha da salmonella: é possível blindar a avicultura?

Biosseguridade estratégica, inovação e controle integrado são as aliadas do setor para garantir segurança alimentar e manter a liderança no comércio internacional

Responsável por significativas perdas econômicas na avicultura de corte e por sérios riscos à saúde pública, a Salmonella spp. permanece como um dos principais desafios sanitários enfrentados pelo setor. A bactéria, que pode se instalar em diferentes pontos da cadeia produtiva, exige estratégias robustas de biosseguridade, monitoramento contínuo e adoção de tecnologias preventivas para assegurar a qualidade dos alimentos e a competitividade nos mercados nacional e internacional. Nesta reportagem, especialistas apontam que o controle eficaz depende de ações integradas que envolvem desde a produção de pintinhos até o processamento industrial.

Com ampla experiência prática no setor, a médica-veterinária Nelva Grando, que atuou por 34 anos na Sadia/BRF em áreas como saúde animal, biosseguridade e gestão de programas sanitários, reforça que o sucesso no controle da Salmonella spp. exige atenção a pontos críticos muito bem definidos. De acordo com ela, para manter os índices de contaminação dentro dos parâmetros exigidos para a segurança dos alimentos, é fundamental monitorar e controlar rigorosamente fatores como a qualidade da ração e o status sanitário das reprodutoras, que devem permanecer negativas para a bactéria. Outro ponto-chave é garantir um intervalo adequado entre os lotes, permitindo a execução completa dos procedimentos de limpeza e desinfecção necessários para cada tipo de Salmonella. Nelva também destaca a importância do manejo no pré-abate, com jejum conduzido de forma correta, além da necessidade de caixas e caminhões de transporte devidamente higienizados e testados, assegurando que estejam livres da bactéria antes de cada utilização.

A médica-veterinária ressalta ainda que, para a implantação de programas de controle realmente eficazes, não basta apenas definir protocolos: é necessário engajar todos os elos da produção. Isso significa promover treinamentos regulares sobre práticas de biosseguridade, manejo e nutrição, estabelecendo claramente papéis e responsabilidades para cada membro da equipe. Nelva aponta que a adoção de checklists operacionais e protocolos padronizados ajuda a manter a disciplina nos processos. “Além disso, incentivar as boas práticas por meio de sistemas de reconhecimento ou premiações para equipes e integrados que se destacam no cumprimento das normas reforça o comprometimento coletivo.

A integração de todos os setores da cadeia é necessária para criar uma cultura sólida de responsabilidade compartilhada no enfrentamento da enfermidade”.Nos últimos anos, avanços técnicos importantes têm reforçado a capacidade de controle da bactéria na avicultura. Segundo Nelva, o desenvolvimento de novas tecnologias, empregadas em conjunto com práticas de biosseguridade, trouxe ganhos consideráveis para o setor. Entre eles, destaca-se a introdução das técnicas de diagnóstico molecular, como a PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), que permite a detecção rápida e precisa de Salmonella em amostras de aves, ração e ambiente, otimizando as ações corretivas.

Clique aqui e leia a reportagem “Na trilha da salmonella: é possível blindar a avicultura?”, na íntegra e sem custo, acessando a página 34 da edição de Maio (nº 217) da Revista Feed&Food

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