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Avanços tecnológicos tornam frequentes o uso de Taninos na nutrição animal

Os Taninos atuam modulando a fermentação ruminal, reduzindo a degradação proteica no rúmen e a produção de metano entérico, contribuindo não apenas para uma maior eficiência digestiva, mas também para a sustentabilidade

O uso de taninos na nutrição animal tem sido cada vez mais frequente, uma vez que os avanços tecnológicos no desenvolvimento dos produtos têm permitido a obtenção de resultados consistentes tanto em ruminantes como em monogástricos. Extraídos de plantas como o quebracho (Schinopsis lorentzii), castanheiro-europeu (Castanea dentata), semente de uva e até mesmo algas marinhas, esses extratos naturais são compostos fenólicos com propriedades antimicrobianas, antioxidantes e anti-inflamatórias, o que os torna aliados estratégicos na promoção da saúde intestinal, na modulação da microbiota e no desempenho zootécnico em geral. 

Os taninos são classificados principalmente em três grupos: taninos hidrolisáveis, taninos condensados e florotaninos. Os dois primeiros grupos são encontrados em plantas terrestres, enquanto os florotaninos ocorrem apenas em algas marinhas marrons. Diversos fatores, como o perfil molecular, a espécie, a etapa produtiva, bem como a dosagem, interferem diretamente em sua viabilidade. 

Tradicionalmente utilizados na nutrição de ruminantes, os taninos atuam modulando a fermentação ruminal, reduzindo a degradação proteica no rúmen e a produção de metano entérico, contribuindo não apenas para uma maior eficiência digestiva, mas também para a sustentabilidade. Sua capacidade de formar complexos com proteínas permite um bypass ruminal mais eficiente, favorecendo a digestão no intestino delgado e melhorando a conversão alimentar. Estudos demonstram ganhos na produção de leite e carne, além da redução de distúrbios digestivos, como timpanismo e acidose ruminal subaguda. Em determinadas situações, o uso de taninos pode melhorar a qualidade da carcaça e aumentar o shelf life de produtos cárneos, ajudando a preservar a carne contra o crescimento de bactérias.

Clique aqui e leia a reportagem “Taninos de segunda geração”, na íntegra e sem custo, acessando a página 06 da edição de Maio (nº 217) da Revista Feed&Food

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