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Especialista alerta sobre os riscos do uso indiscriminados de antimicrobianos

Brasil tem caminhado na direção de um modelo de produção com menor dependência de antimicrobianos

O uso consciente de antimicrobianos na produção animal ganhou protagonismo no segundo dia do XXII Congresso de Produção e Comercialização de Ovos da Associação Paulista de Avicultura (APA), realizado em 25 de março, em Ribeirão Preto (SP). Durante a palestra “Postura Comercial e Uso Consciente de Antimicrobianos: Um Compromisso Necessário”, o médico-veterinário e professor da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Oliveiro Caetano de Freitas Neto, destacou os avanços regulatórios e as boas práticas que vêm sendo implementadas pelo setor. A apresentação reforçou a importância de alinhar sanidade, inovação tecnológica e responsabilidade para manter a segurança alimentar, a saúde pública e a competitividade internacional da cadeia produtiva.

Em sua apresentação, Oliveiro apontou que o Brasil tem caminhado na direção de um modelo de produção com menor dependência de antimicrobianos, impulsionado por campanhas de conscientização conduzidas por entidades como Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), APA e Associação dos Avicultores de Minas Gerais (AVIMIG), em parceria com os Conselhos Regionais de Medicina Veterinária e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Essas ações, aliadas a legislações mais restritivas, já resultam em redução significativa do uso dessas substâncias. “A legislação brasileira tem evoluído para acompanhar padrões internacionais, visando tanto a proteção da saúde quanto a competitividade do setor”, afirmou. Entre os instrumentos regulatórios, ele destacou o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC/animal), responsável por garantir a segurança química dos alimentos de origem animal.

Um dos principais alertas feitos durante a palestra foi sobre os riscos da resistência bacteriana, provocada pelo uso indiscriminado de antimicrobianos. O especialista explicou que bactérias resistentes podem ser transmitidas para trabalhadores, consumidores e o ambiente, tornando infecções mais difíceis de tratar. A prevenção, segundo ele, exige um conjunto de estratégias: melhorias na biosseguridade, monitoramento do uso de medicamentos, nutrição de precisão, uso de aditivos funcionais e vacinação planejada. “A vacinação adequada, pensada com base nos desafios sanitários regionais, pode reduzir drasticamente a necessidade de terapias com antimicrobianos”, destacou.

Clique aqui e leia a reportagem “Compromisso coletivo”, na íntegra e sem custo, acessando a página 42 da edição de Abril (nº 216) da Revista Feed&Food

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