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Como a inteligência artificial está encurtando o tempo de resposta e elevando o padrão de produção animal no Brasil

Inteligência Artificial revoluciona decisões, bem-estar e nutrição no setor de proteína animal, enquanto especialistas apontam os caminhos para superar resistências e ampliar a eficiência

De mal falada e temida, para guia e bola da vez na rotina de profissionais que atuam nos mais variados campos de atuação, a Inteligência Artificial tem trazido soluções dinâmicas para o dia a dia de empresas e profissionais. No campo não poderia ser diferente. Passado o alarde inicial sobre a fragilidade do sigilo de informações, a produção animal ingressa em um novo ciclo de transformação guiado por dados, algoritmos e sistemas inteligentes. Com o avanço da Inteligência Artificial (IA), tecnologias como sensores, big data e recomendações automatizadas modificam a forma como o profissional do campo atua, integrando eficiência produtiva, bem-estar animal e tomada de decisões mais assertivas. 

O professor Adriano Rogério Bruno Tech, da Universidade de São Paulo (USP), campus Pirassununga (SP), amplia o escopo das aplicações da IA na cadeia de proteína animal. Com experiência em ciência da computação e sistemas inteligentes, ele destaca o avanço de soluções como visão computacional, sensores e análise preditiva. “A IA já está consolidada em diferentes etapas, desde o monitoramento ambiental até a inspeção automatizada em frigoríficos”, afirma.

Entre as tecnologias mais maduras, Adriano cita as câmeras inteligentes, capazes de inspecionar carcaças, detectar contaminações e avaliar o comportamento dos animais em granjas e confinamentos. Em paralelo, sensores acoplados a coleiras, balanças automáticas ou bebedouros alimentam algoritmos de aprendizado de máquina que identificam, precocemente, alterações fisiológicas ou comportamentais nos animais. “Esses sistemas geram alertas automáticos, permitindo ações rápidas no manejo e na sanidade”, explica.

A IA também revoluciona a nutrição de precisão ao processar grandes volumes de dados sobre desempenho animal, ingredientes e exigências nutricionais. “Com isso, conseguimos formular rações mais eficientes e sustentáveis, reduzindo desperdício, custos e impactos ambientais”, diz Adriano. Além disso, sistemas de alimentação inteligente ajustam a oferta de ração de acordo com a saciedade e crescimento esperado, elevando a eficiência zootécnica.

Clique aqui e leia a reportagem “Cérebro eletrônico da produção animal”, na íntegra e sem custo, acessando a página 16 da edição de Maio (nº 217) da Revista Feed&Food

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