Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) anunciou, por meio da Portaria 1.416 publicada em 9 de junho de 2025, a reativação do Centro de Operação de Emergência (COE) dedicado ao monitoramento e controle da influenza aviária em aves silvestres no Brasil. A medida visa intensificar a vigilância e propor ações coordenadas para conter a disseminação da doença, que tem registrado casos em diferentes regiões do país.
O COE, inicialmente criado em maio de 2023 após a detecção dos primeiros casos em aves como albatrozes e trinta-réis-de-bando, será composto por representantes do Ibama, ICMBio, Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, além dos Departamentos de Proteção, Defesa e Direitos Animais e de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade. O grupo se reunirá a cada 15 dias em assembleias ordinárias, com possibilidade de encontros extraordinários em situações de urgência.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), três focos ativos de gripe aviária em aves silvestres estão em andamento, com quatro casos em investigação nos estados do Rio de Janeiro (Angra dos Reis), Minas Gerais (Santo Antônio do Monte e Florestal) e Bahia (Utinga). A reativação do COE reforça a estratégia de contenção, especialmente em um momento em que o Brasil busca manter seu status de país livre de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em granjas comerciais, com possibilidade de declaração oficial até 28 de junho, caso não sejam registrados novos casos.
A Portaria prevê que o COE funcionará por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período, a critério da ministra Marina Silva, dependendo da evolução dos casos. A iniciativa é vista como essencial para proteger a biodiversidade e minimizar impactos na avicultura, setor estratégico para a economia brasileira.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destaca a robustez do sistema de defesa agropecuária do Brasil, que tem evitado a propagação da doença para granjas comerciais, mantendo a segurança dos produtos avícolas para consumo e exportação. O setor segue em alerta, com monitoramento constante e adesão a protocolos de biosseguridade.Mostrar na barra lateral
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