O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, nesta quinta-feira (28), do lançamento do Open Lab de Biotecnologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís (MA). A estrutura será voltada à inovação, ao reaproveitamento do pescado e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para a pesca artesanal e a aquicultura.
O lançamento ocorreu em um Estado com forte presença na produção pesqueira e aquícola. O Maranhão ocupa posição relevante no setor nacional e produziu, apenas em 2024, mais de 50 mil toneladas de pescado na pesca, com destaque para corvina, pescada amarela e camarão branco. Na aquicultura, foram mais de 32 mil toneladas no mesmo período, principalmente de tambaqui, tilápia e tambacu.
Tecnologia aplicada ao pescado
Durante a agenda na UFMA, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, se reuniu com o reitor Fernando Carvalho Silva e discutiu propostas de parceria entre o MPA e a universidade. A intenção é aproximar pesquisa, tecnologia e produção, com foco em alternativas que possam melhorar o aproveitamento do pescado e fortalecer a cadeia no Estado.
Segundo o ministro, a integração entre universidades, institutos federais, setor produtivo e comunidades pesqueiras é necessária para o avanço da atividade. “A parceria com os institutos e universidades federais são fundamentais. É uma determinação do presidente Lula para valorizarmos, cada vez mais, o saber tradicional junto com a ciência e a tecnologia”, afirmou.

Maranhão tem mais de 340 mil pescadores registrados
Além da agenda em São Luís, o ministro também esteve em Raposa (MA), município localizado a cerca de 30 km da capital, onde se reuniu com comunidades pesqueiras do Porto do Braga. Na ocasião, destacou o peso da pesca e da aquicultura para o Estado.
“O Maranhão tem vocação para pesca e aquicultura. São mais de 10 mil toneladas de pescado/ano que sai das mãos dos homens e mulheres das águas deste Estado, então a gente precisa dar uma atenção muito especial”, declarou Edipo Araujo.
Atualmente, o Maranhão possui mais de 340 mil pescadores registrados, dos quais 58% são mulheres. O Estado também conta com 2.439 aquicultores registrados e 4.258 licenças de pesca amadora e esportiva, números que reforçam a dimensão social e econômica da atividade.
Cadeia busca maior integração
Para o MPA, o avanço da pesca e da aquicultura depende da articulação entre governo federal, governo estadual, municípios, setor produtivo e comunidades envolvidas na atividade. O tema foi destacado durante a agenda em Raposa, onde representantes locais defenderam maior apoio às comunidades pesqueiras.
O prefeito de Raposa, Eudes Barros, afirmou que a pesca é a principal fonte de renda do município e que políticas públicas são necessárias para apoiar pescadores e pescadoras. “A nossa principal renda é a pesca. Mas o nosso pescador precisa do apoio do Governo Federal, do estadual, juntamente com o municipal”, disse.
Com o novo laboratório, a expectativa é que projetos de pesquisa e inovação avancem em áreas como aproveitamento integral do pescado, biotecnologia, agregação de valor e desenvolvimento sustentável da cadeia. A iniciativa também se insere em um contexto nacional em que a pesca e a aquicultura contribuem para a produção de alimentos destinados ao consumo de milhões de brasileiros.
Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura, adaptado pela equipe Feed&Food
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