Os preços dos ovos registraram queda na parcial de maio e atingiram o menor patamar para o mês em quatro anos, em termos reais. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a leve recuperação observada na primeira quinzena não foi suficiente para impulsionar a média mensal nas regiões acompanhadas pela instituição.
Até o dia 27 de maio, a média parcial dos ovos indicava recuo em relação a abril. O movimento foi influenciado pela desaceleração da comercialização a partir da segunda quinzena, período em que a procura pela proteína perdeu força no mercado interno.
Demanda perde ritmo
De acordo com o Cepea, mesmo com o menor volume de vendas, a oferta equilibrada nas granjas ajudou a sustentar os preços durante boa parte do mês. Esse cenário evitou quedas mais intensas nas cotações ao longo das primeiras semanas de maio.
Nos últimos dias, no entanto, descontos pontuais passaram a ser registrados em algumas regiões. A estratégia foi adotada por produtores para garantir o giro dos estoques no encerramento do mês, tradicionalmente marcado por demanda mais fraca.

Virada do mês pode melhorar liquidez
Pesquisadores do Cepea avaliam que a liquidez dos ovos deve voltar a aumentar apenas com a virada do mês. Esse período costuma trazer reação na procura, o que pode favorecer novas negociações e dar mais sustentação aos preços.
Com a demanda enfraquecida e ajustes pontuais nas cotações, o mercado de ovos encerra maio em ritmo cauteloso. A evolução dos preços nas próximas semanas dependerá do comportamento do consumo e do equilíbrio entre oferta nas granjas e necessidade de escoamento do produto.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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