Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Gripe aviária impacta exportações e exige gestão de crise no agronegócio brasileiro

Casos da doença no Rio Grande do Sul já resultam em suspensões de compras por países como China e Japão; prejuízos podem ultrapassar R$ 1 bilhão

A confirmação de casos de gripe aviária (H5N1) em uma granja comercial no Rio Grande do Sul acendeu o alerta no setor avícola brasileiro. O país, maior exportador mundial de carne de frango, enfrenta suspensões de compras por importantes parceiros comerciais como China, Japão, União Europeia e Argentina. O governo já estima que, caso a crise se agrave, entre 50 mil e 100 mil toneladas de carne de frango poderão deixar de ser comercializadas, gerando perdas superiores a R$ 1 bilhão.

Para conter o avanço do vírus, o Ministério da Agricultura segue o protocolo internacional de erradicação, que inclui abate sanitário, descarte de ovos suspeitos e rastreamento dos lotes. A aposta do governo é na regionalização da comercialização – direcionando as vendas para estados não afetados – e na esperança de que, sem novos registros, o Brasil possa se declarar livre da doença em até 28 dias.

O cenário evidencia a vulnerabilidade da cadeia produtiva, segundo especialistas. Andre Paranhos, vice-presidente da consultoria Falconi no setor do agronegócio, afirma que mesmo setores altamente profissionalizados como a avicultura estão sujeitos a riscos sanitários, climáticos e econômicos. “Crises como esta mostram que improviso não pode ser a base da gestão. A preparação é essencial para a sustentabilidade das operações”, destaca.

Andre Paranhos defende uma abordagem estruturada de gestão de riscos, que inclui mapeamento de vulnerabilidades, planos de contingência claros, investimentos em tecnologia e capacitação contínua das equipes. Ele alerta que o setor precisa evitar os “três Ds”: descuido, desleixo e desconhecimento.

‘Crises como esta mostram que improviso não pode ser a base da gestão. A preparação é essencial para a sustentabilidade das operações’, destaca Andre Paranhos (Foto: Claudio Belli)

Entre as soluções apontadas estão o uso de ferramentas de rastreabilidade, sensores ambientais e análise preditiva para antecipar surtos e preservar a produção. Além disso, treinamentos regulares para lideranças e operadores são essenciais para garantir uma resposta ágil e eficaz diante de emergências sanitárias.

O executivo conclui que o agronegócio brasileiro deve encarar a gestão de risco como parte estratégica do negócio. “Quem integrar tecnologia, planejamento e conhecimento humano sairá mais forte das turbulências. O Brasil já é referência em qualidade; agora, precisa ser também em resiliência e inovação”, afirma.

Fonte: Falconi, adaptado pela equipe FeedFood

LEIA TAMBÉM:

II Fórum de Influenza Aviária reforça importância da prevenção e da integração entre saúde humana, animal e ambiental

Caso de influenza aviária em ave silvestre em Minas Gerais não afeta produção comercial

Santa Catarina descarta caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aviário comercial

Você está em
Texto 100%