Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
Com o objetivo de reforçar a vigilância sanitária, fomentar a cooperação entre setores e discutir estratégias preventivas frente à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), o II Fórum de Influenza Aviária está sendo realizado nesta terça-feira (3), no Memorial da América Latina, em São Paulo. A segunda edição do evento reúne representantes do poder público, especialistas em saúde humana e animal, entidades do setor produtivo e organismos internacionais para debater o tema sob a perspectiva da Saúde Única — abordagem que considera a interconexão entre pessoas, animais e meio ambiente.
A abertura oficial do fórum contou com a presença do presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), Érico Pozer, que destacou o atual status sanitário do estado. “Vamos manter o vírus na praia”, afirmou, referindo-se ao fato de que os casos registrados em São Paulo estão, até o momento, restritos a aves silvestres encontradas no litoral. A frase sintetiza o compromisso do setor com a prevenção, buscando evitar a entrada da doença em plantéis comerciais.
O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, ressaltou o impacto socioeconômico da avicultura no estado. “São mais de 50 mil empregos gerados. São Paulo é o quarto maior produtor de carne de frango do país e o líder nacional em produção de ovos”, afirmou. Ele também destacou os investimentos em biosseguridade e vigilância ativa como pilares para proteger a cadeia produtiva.

A primeira palestra do evento foi conduzida por Wildo Navegantes, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Ele abordou a preparação das autoridades sanitárias para um possível cenário pandêmico envolvendo a influenza aviária, enfatizando que os esforços nesse sentido já vêm sendo articulados desde 2009, após a crise da gripe H1N1.

Outro ponto alto da programação da manhã foi a apresentação do Dr. Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan, que compartilhou os avanços da instituição no desenvolvimento de uma vacina contra a IAAP. “É preciso estar preparado. A pandemia de Covid nos mostrou que essas iniciativas são importantes para qualquer país, para qualquer sociedade. O Butantan está disposto a levar esse projeto adiante e deixar esse produto pronto”, afirmou.
O fórum segue ao longo do dia com novas palestras técnicas e painéis de discussão, reforçando o papel da ciência, da cooperação institucional e do setor produtivo na defesa sanitária do Brasil.
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