Camila Santos, de Gramado (RS) I camila@dc7comunica.com.br
Carol Mendes, da Redação I caroline@dc7comunica.com.br
A agenda internacional do agronegócio brasileiro segue intensa em 2025, com marcos importantes sendo celebrados e novas oportunidades sendo construídas. Segundo Luis Rua, diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil acaba de conquistar um reconhecimento histórico: o certificado de país livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
O documento será oficialmente entregue em Paris à comitiva brasileira composta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. “É uma conquista histórica para o nosso país e para a pecuária brasileira, que vem sendo construída há mais de 60 anos”, afirmou Rua. O reconhecimento abre novas possibilidades de acesso a mercados exigentes e reforça a imagem sanitária do Brasil no cenário internacional.
Além da França, a comitiva segue para Portugal e países nórdicos, onde serão tratados temas ligados à sustentabilidade e à recuperação de pastagens degradadas, por meio do projeto Greenway. “Estamos buscando cooperação internacional e também financiamento para iniciativas que promovam a sustentabilidade e ampliem o acesso a mercados”, explica Rua.
Com 15 países visitados apenas no primeiro semestre, Rua destaca que até o fim de junho terá passado por 20 nações. A meta é seguir abrindo portas para os produtos agropecuários brasileiros — e os números mostram os resultados: sob a gestão de Carlos Fávaro, o Brasil já conquistou a abertura de 381 novos mercados em dois anos e meio.
A estratégia inclui também ferramentas de apoio direto aos exportadores. Entre elas estão o Agro Insight, que divulga oportunidades identificadas pelos adidos agrícolas; o Passaporte Agro, que orienta sobre os primeiros passos na exportação; e a Caravana do Agro Exportador, que leva informações e capacitação diretamente ao interior do país. “É lá que está a produção. E é de lá que precisamos gerar renda, emprego e oportunidades”, conclui Rua.
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