As exportações brasileiras de carne de frango atingiram recorde histórico no primeiro quadrimestre de 2026. Entre janeiro e abril, o país embarcou 1,94 milhão de toneladas da proteína, o maior volume já registrado para o período na série da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.
Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o resultado superou o recorde anterior, de 1,93 milhão de toneladas, registrado no último quadrimestre de 2025. O desempenho reforça a força da avicultura brasileira no mercado internacional e a continuidade da demanda externa pela proteína.
Abril também registra maior volume para o mês
Em abril, os embarques somaram 486,5 mil toneladas de carne de frango. O volume representa queda de 3,5% em relação a março, mas avanço de 2,2% frente ao mesmo mês do ano passado.
Mesmo com a retração mensal, o resultado foi o maior já registrado para abril em toda a série histórica da Secex. O dado confirma o ritmo positivo das exportações e mantém o setor avícola entre os principais destaques da pauta brasileira de proteína animal.

Preços seguem sustentados no mercado interno
No mercado doméstico, a combinação entre demanda aquecida e oferta controlada em algumas regiões manteve os preços da carne de frango em alta por mais uma semana, segundo o Cepea. O movimento indica que o equilíbrio entre disponibilidade e procura segue influenciando as cotações da proteína.
Para a segunda metade de maio, agentes consultados pelo Centro de Pesquisas avaliam que a alta nos preços pode perder força. A expectativa está relacionada à redução do poder de compra da população à medida que o fim do mês se aproxima.

Oferta e demanda podem gerar novos ajustes
Apesar da possibilidade de menor ritmo nas valorizações, parte dos agentes do mercado ainda vê espaço para leves ajustes positivos nas cotações. Essa avaliação considera as condições específicas de oferta e demanda em cada região produtora e consumidora.
O cenário mostra que o mercado de frango segue sustentado por dois vetores importantes: exportações em nível recorde e comportamento regional da oferta interna. Para a avicultura, a continuidade desse equilíbrio será decisiva para os preços nas próximas semanas.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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