O avanço das Filipinas no mercado internacional de carne suína já não pode mais ser tratado como um movimento pontual. Em poucos anos, o país asiático saiu de um destino secundário para se consolidar entre os principais compradores do produto brasileiro, refletindo mudanças profundas na dinâmica global do setor.
Esse crescimento está diretamente ligado aos impactos da peste suína africana, que reduziu drasticamente o plantel local e obrigou o país a ampliar suas importações para garantir o abastecimento interno. O Brasil, com oferta competitiva e regularidade nos embarques, conseguiu ocupar rapidamente esse espaço.
O ritmo de crescimento chama atenção. Em um intervalo relativamente curto, as exportações brasileiras para as Filipinas avançaram de forma consistente, colocando o país entre os mercados de maior expansão para o setor. Para analistas, o movimento foi mais acelerado do que o inicialmente projetado, impulsionado tanto pela crise sanitária quanto pela agilidade dos exportadores brasileiros em redirecionar volumes diante da redução das compras da China.
No entanto, limitar esse avanço apenas à crise sanitária seria simplificar o fenômeno. Há fatores estruturais que sustentam a demanda. As Filipinas apresentam crescimento populacional relevante, urbanização acelerada e aumento gradual da renda, elementos que historicamente impulsionam o consumo de proteína animal.
Leia a matéria completa na edição 229 da revista Feed&Food

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