O Instituto de Pesca realizou, em Santos (SP), a décima edição do Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado (SIMCOPE), evento voltado à discussão de temas estratégicos para a cadeia produtiva do pescado. Ao longo de três dias, a programação reuniu cerca de 90 participantes, entre pesquisadores, profissionais, estudantes, representantes do setor produtivo, empresas e órgãos públicos.
Realizado pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o encontro teve como foco o controle de qualidade, a segurança alimentar, a inovação e a sustentabilidade na pesca e na aquicultura. A proposta foi aproximar ciência, setor produtivo e poder público em torno dos desafios atuais da cadeia.
Consumo e segurança alimentar em pauta
A programação contou com palestras, painéis temáticos, minicursos, apresentações científicas e debates técnicos. Na abertura, participaram representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), da APTA, da Defesa Agropecuária, da Fiesp, do Instituto de Pesca, da ESALQ/USP e de entidades ligadas ao setor.
Um dos destaques foi o “Workshop Pescado e Alimentação”, que discutiu estratégias para estimular o consumo de pescado no Brasil. A atividade abordou saúde, segurança e soberania alimentar, cadeias curtas, políticas públicas e a relação do pescado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Pesquisa e inovação técnica
No segundo dia, os debates foram direcionados à qualidade e à valorização do pescado, com discussões sobre a cadeia produtiva “da água ao prato”. Os painéis também trataram de saúde única, aproveitamento integral e sustentabilidade no agronegócio do pescado.
O simpósio também recebeu 36 trabalhos científicos de pesquisadores e estudantes de diferentes instituições. Os estudos abordaram temas como aproveitamento integral do pescado, coprodutos, consumo responsável, segurança alimentar, inovação em ciência e tecnologia, comercialização e sistemas de distribuição.
O trabalho premiado por mérito científico foi “Histórico do monitoramento oficial de contaminações por biotoxinas em cultivos de moluscos bivalves no litoral paulista”, de autoria de Ieda Blanco, médica-veterinária da Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Setor discute próximos desafios
No terceiro dia, a programação voltou-se às tendências e perspectivas para a indústria do pescado. Especialistas discutiram desafios e oportunidades para pesca e aquicultura, com foco em competitividade, transparência e sustentabilidade.
Para a pesquisadora Érika Furlan, coordenadora geral do SIMCOPE, o evento cumpriu o papel de ampliar o acesso ao conhecimento técnico. Segundo ela, a programação contribuiu para aproximar profissionais, pesquisadores e representantes do setor em torno de temas relevantes para o desenvolvimento da cadeia.
Com duas décadas de trajetória, o SIMCOPE reforçou a importância da ciência, da inovação e das políticas públicas para o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado no Brasil. A décima edição também evidenciou a necessidade de ampliar o consumo, qualificar processos e integrar diferentes agentes envolvidos na pesca e na aquicultura.
Fonte: Instituto de Pesca, adaptado pela equipe Feed&Food
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