A crescente pressão por sustentabilidade no agronegócio tem colocado a gestão da água no centro das atenções da avicultura de corte. Responsável por uma produção intensiva e altamente tecnificada, o setor vem adotando práticas para reduzir desperdícios, melhorar a qualidade hídrica e minimizar impactos ambientais sem comprometer a produtividade.
Um dos pontos críticos é o tratamento de efluentes gerados nas granjas. A água utilizada na higienização de instalações, equipamentos e no manejo das aves carrega matéria orgânica, resíduos de ração e microrganismos. Para evitar a contaminação do solo e de corpos d’água, produtores utilizam sistemas como decantadores, lagoas de estabilização e biodigestores. Esses processos promovem a separação de sólidos e a degradação biológica da carga orgânica. Em sistemas mais avançados, há etapas adicionais de filtragem e desinfecção, permitindo inclusive o reúso da água em atividades não potáveis.
Segundo Furlan, C. P. R., Pinto, M. F., Junior, M. J. de A. F., & Garcia Neto, M. (2025). Levantamento da ingestão de água na produção de frango de corte: revisão sistemática e meta-análise. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, 18(5), e17870. https://doi. org/10.55905/revconv.18n.5-208, a produção da carne de frango é muito dependente da água, tanto para dessedentação dos animais quanto para produção da ração animal, para higienização dos galpões ou equipamentos, para o processo de industrialização da carne, entre outros. “A água é um recurso finito e cada vez mais escasso, portanto, a crescente demanda pela carne de frango deve ser atendida considerando aspectos econômicos e ambientais da sustentabilidade. É pre ciso dar transparência quanto à quantidade de água ingerida pelo animal na produção de frango de corte, pois o estabelecimento de um indicador que expresse o consumo de água na produção avícola auxiliará a tomada de decisão dos responsáveis pela cadeia produtiva e proporcionará avaliação social dessa atividade. Utilizamos as técnicas de revisão sistemática e meta-análise para analisar a ingestão de água pelos animais na produção de frango de corte. Concluímos que, em média, são ingeridos para dessedentação 3,26 litros de água por quilo de carne produzida, porém, o consumo é muito maior se considerada toda a cadeia produtiva”, aponta o estudo.
Paralelamente, práticas sustentáveis vêm sendo incorporadas ao dia a dia das granjas. Entre elas estão a captação de água da chuva, o uso de bebedouros automáticos que reduzem o desperdício, a manutenção preventiva para evitar vazamentos e o monitoramento digital do consumo hídrico. Essas medidas não apenas preservam recursos naturais, mas também reduzem custos operacionais.
Leia a matéria completa na edição 229 da revista Feed&Food

LEIA TAMBÉM
Acordo com a China impulsiona futuros da soja nos EUA
Dia do Trabalhador Rural valoriza quem sustenta o agro brasileiro
Milho ganha atenção em regra do Mapa para liberação de estoques públicos




