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Acordo com a China impulsiona futuros da soja nos EUA

Movimento externo ocorre em meio à firme demanda chinesa pela oleaginosa brasileira, que segue competitiva nos embarques internacionais

Os preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados pelo avanço de acordos comerciais entre os governos norte-americano e chinês. A China, principal importadora global da oleaginosa, assumiu compromisso de comprar US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos, além de 25 milhões de toneladas de soja.

A movimentação ocorre em um cenário de dólar abaixo de R$ 5,00, fator que tende a favorecer a competitividade das exportações norte-americanas. Ainda assim, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) avaliam que a demanda chinesa pela soja brasileira deve permanecer firme.

Indicador da soja Cepea/Esalq Paranaguá mostra estabilidade nos preços da oleaginosa em maio. Crédito: Reprodução

Brasil mantém vantagem nos embarques

Segundo o Cepea, a sustentação da procura pela oleaginosa nacional está relacionada ao menor prêmio de exportação no Brasil. Esse diferencial ajuda a manter o produto brasileiro atrativo no mercado internacional, mesmo com a recuperação dos contratos futuros nos Estados Unidos.

Na semana passada, os preços domésticos da soja em grão registraram valorização, movimento associado à demanda firme, principalmente externa. O cenário reforça a importância do mercado internacional para a formação das cotações no Brasil.

Indicador da soja Cepea/Esalq Paraná registra leve avanço diário e reforça estabilidade das cotações em maio. Crédito: Reprodução

Exportações seguem aquecidas

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a média diária de exportações brasileiras de soja neste mês, considerando dez dias úteis, supera em 18,5% a registrada no mês anterior. O desempenho ocorre após o Brasil atingir recorde de embarques da oleaginosa em abril.

Com a demanda chinesa ainda direcionada ao produto brasileiro e os Estados Unidos tentando recuperar espaço nas vendas externas, o mercado segue atento aos desdobramentos comerciais entre as duas maiores economias do mundo e aos reflexos sobre os preços da soja.

Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food

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