O Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, destacou mais uma pesquisa da série “Pós em Ação!”, que divulga os trabalhos desenvolvidos no Programa de Pós-graduação em Aquicultura e Pesca (PPGIP). O estudo apresentado é de Rafael Lopes Faria, mestrando que investigou a infecção experimental pelo Megalocytivirus pagrus 1 (subtipo ISKNV) em duas espécies de tilápia de interesse comercial.
A pesquisa teve como foco o perfil de aminoácidos após infecção e o potencial de transmissão fecal do vírus, causador da necrose infecciosa de baço e rim, uma ameaça emergente à piscicultura. Os resultados mostraram diferenças fisiológicas entre as espécies analisadas, indicando que a resposta metabólica ao patógeno pode variar conforme a genética da tilápia.
Quanto à transmissão, o estudo analisou a presença do vírus nas fezes dos peixes. As concentrações virais detectadas foram baixas, sugerindo que as excretas não são uma via significativa de contaminação em sistemas de cultivo, como os de coabitação, reduzindo preocupações com a disseminação fecal em ambientes produtivos.
Rafael destacou o apoio recebido durante sua trajetória, especialmente da orientadora Cláudia Maris e dos pesquisadores do Instituto de Pesca e do Instituto Biológico. “Foi uma experiência maravilhosa. Aprendi muito e sou grato por todo suporte técnico e humano que tive”, afirma.
Segundo Cláudia Maris, que também é pró-reitora do PPGIP, o trabalho contribui para desvendar etapas importantes do comportamento do ISKNV. “Esses dados são fundamentais para o avanço do manejo sanitário na aquicultura e o enfrentamento de um vírus emergente na piscicultura mundial”, conclui.
Fonte: Instituto de Pesca, adaptado pela equipe FeedFood
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