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Dia da Avicultura alerta para os riscos da privatização da inspeção de alimentos

Anffa Sindical reforça papel dos auditores fiscais federais agropecuários na garantia da segurança sanitária e da credibilidade internacional da carne de frango brasileira
Por Caroline Mendes
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O Dia da Avicultura é celebrado nesta quinta-feira (28), em meio a dois grandes desafios para o setor: o risco de um novo foco de influenza aviária em granja comercial no Rio Grande do Sul, após o caso registrado em maio, e o avanço da proposta de privatização das inspeções ante mortem e post mortem de animais destinados ao abate em frigoríficos brasileiros. Mesmo diante desse cenário, o País mantém sua posição de maior exportador de carne de frango do mundo, sustentada pela atuação dos auditores fiscais federais agropecuários e pelo rigor do sistema de defesa sanitária.

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A avicultura brasileira é uma potência consolidada. Desde o primeiro embarque, em agosto de 1975, o Brasil já exportou quase 100 milhões de toneladas de carne de frango para mais de 150 países. Apenas em 2023, foram 4,9 milhões de toneladas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Porém, a confirmação de influenza aviária, há pouco mais de três meses, trouxe impactos imediatos ao comércio exterior. O episódio forçou o fechamento temporário de mercados estratégicos e reduziu as exportações brasileiras em 12,9% em maio, 21,2% em junho e 13,8% em julho. Apesar disso, o sistema de vigilância e biosseguridade, aliado ao trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários, foi fundamental para conter os danos.

“Graças à atuação dos nossos profissionais, o Brasil conseguiu retardar a chegada do vírus às granjas comerciais e preservar a confiança internacional no produto brasileiro”, afirma o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo.

Paralelamente, outro risco ronda o setor: a proposta de privatização das inspeções ante mortem e post mortem realizadas nos frigoríficos. Hoje, essa fiscalização é realizada por auditores fiscais federais agropecuários, servidores públicos de carreira que atuam com isenção e critérios científicos, blindados de pressões econômicas. Para o Anffa Sindical, transferir essa atribuição à iniciativa privada fragilizaria o controle sanitário, colocaria em risco a saúde da população e ameaçaria a credibilidade internacional da carne de frango brasileira.

“O prestígio que o Brasil conquistou como líder mundial em avicultura decorre justamente da seriedade e da independência da inspeção oficial. Transformar essa atividade típica de Estado em um serviço privado seria um retrocesso inaceitável, com consequências graves para a economia e para a saúde pública”, alerta Macedo.

Por isso, neste Dia da Avicultura, o Anffa Sindical reforça que o sucesso do setor não se explica apenas pelo volume de produção ou pela competitividade do agronegócio, mas também pela fiscalização pública rigorosa que garante alimentos seguros e mantém a confiança dos mercados internacionais. Proteger os auditores fiscais federais agropecuários e suas atribuições significa proteger a economia, a saúde da população e a imagem do Brasil no cenário global.

Fonte: Anffa Sindical, adaptado pela equipe FeedFood

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