O semi-confinamento tem se consolidado como uma estratégia cada vez mais relevante dentro da pecuária de corte brasileira, especialmente em um cenário de busca por eficiência produtiva, sustentabilidade e rentabilidade. Em meio às discussões sobre intensificação, nutrição e tecnologia, especialistas defendem que a chamada “terminação a pasto com suplementação” é uma das formas mais inclusivas de terminação bovina no país, justamente por permitir ganhos consistentes sem exigir, necessariamente, a estrutura de um confinamento tradicional.
Para Pedro Veiga, consultor da Cargill, é fundamental compreender que terminação não é sinônimo de confinamento. “São sistemas de produção distintos, com dores distintas e desafios distintos”, ressalta. Enquanto o confinamento pressupõe dieta totalmente controlada em cocho, com alta participação de concentrado e animais alojados em currais, a terminação a pasto trabalha com suplementação estratégica sobre uma base forrageira, aproveitando o potencial das pastagens e ajustando a dieta conforme as condições de cada propriedade.
Segundo o consultor, não existe receita pronta quando se fala em semi-confinamento. As condições são diversas clima, qualidade da forragem, categoria animal, infraestrutura disponível e capacidade de investimento do produtor influenciam diretamente o modelo adotado. O Brasil possui cerca de 179 milhões de hectares disponíveis para pastagens, o que evidencia o tamanho da oportunidade. “Temos muito potencial para crescer. A base do nosso sistema ainda é o pasto. Precisamos extrair mais eficiência dele”, afirma.
A ração a pasto surge como ferramenta central nesse processo. Ao contrário do que muitos imaginam, a dieta pode ser simples e, ainda assim, apresentar excelentes resultados, desde que os ajustes sejam adequados. A suplementação energética e proteica, quando bem formulada, corrige deficiências da forragem, melhora a taxa de ganho de peso e contribui para encurtar o ciclo de produção. O segredo está na calibragem: oferta correta, adaptação gradual dos animais e acompanhamento técnico constante.
Leia a matéria completa na edição 228 da revista Feed&Food

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