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Influenza aviária reforça biosseguridade em matrizes pesadas

Circulação do vírus nas Américas amplia a necessidade de controle de acessos, vigilância, higienização e cumprimento permanente dos protocolos nas granjas

Em 2026, diante da circulação da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) nas Américas, os consultores técnicos da FACTA Dino Garcez e Luciano Keske alertam para a necessidade de reforçar a biosseguridade nas granjas brasileiras de matrizes pesadas. O objetivo é reduzir o risco de entrada e disseminação do vírus, preservar os plantéis e evitar impactos produtivos e comerciais.

Entre janeiro de 2025 e 9 de março de 2026, o vírus H5N1 foi detectado em 94 espécies de aves, distribuídas por 11 países e territórios das Américas. A Organização Pan-Americana da Saúde também identificou maior predominância de ocorrências em aves domésticas durante 2025.

Barreiras precisam funcionar em conjunto

Segundo os especialistas, a biosseguridade deve combinar controle de pessoas, veículos, equipamentos e outros materiais capazes de transportar agentes infecciosos; medidas para impedir a disseminação entre lotes; e programas de limpeza, desinfecção, vigilância e rastreabilidade.

A Organização Mundial de Saúde Animal recomenda restringir o acesso aos plantéis e higienizar instalações, veículos e equipamentos, porque o vírus pode ser carregado entre propriedades por animais infectados ou materiais contaminados.

“Quando bem aplicada, além de reduzir o risco de entrada de doenças, melhora o desempenho produtivo e fortalece a sustentabilidade do negócio”, afirma Garcez.

Foco comercial elevou o alerta no Brasil

Em maio de 2025, o Brasil confirmou seu primeiro e único foco de IAAP em uma granja comercial, localizado em um matrizeiro de Montenegro (RS). Após o saneamento e 28 dias sem novas ocorrências, o País comunicou à Organização Mundial de Saúde Animal o encerramento do foco.

Mesmo encerrado, o episódio provocou restrições temporárias às exportações brasileiras e evidenciou como uma ocorrência sanitária pode atingir rapidamente a comercialização dos produtos avícolas.

Para Keske, estruturas adequadas não bastam quando os procedimentos deixam de ser cumpridos. “A biosseguridade só funciona quando aplicada de forma consistente e integrada”, destaca.

A orientação é revisar rotinas continuamente, treinar as equipes e evitar que excesso de confiança ou falhas operacionais comprometam todo o sistema de proteção.

Confira a matéria completa na edição 231 da Revista Feed&Food

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