Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que 16 países já retiraram totalmente as restrições impostas à carne de aves brasileira após os casos de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) registrados em 2023. A retomada das importações sem limitações é resultado da atuação técnica do governo federal e do reconhecimento do status sanitário do Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
A informação foi atualizada pelo Mapa no dia 25 de junho para esclarecer que o Japão permanece com suspensões parciais, válidas apenas para os municípios de Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO). Assim, o país asiático não integra o grupo que suspendeu completamente as restrições.
As barreiras foram adotadas por diversos mercados após a detecção da IAAP em aves silvestres e de subsistência — casos que não afetam a avicultura comercial, conforme os parâmetros internacionais. O Brasil mantém seu status de livre da doença em plantéis comerciais, condição essencial para garantir a continuidade das exportações.

Entre os países que já retomaram as importações sem restrições estão África do Sul, União Europeia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, México, Chile, Colômbia e Argentina. A retirada das sanções sanitárias ocorreu progressivamente entre 2023 e 2024, refletindo a confiança no sistema de vigilância, transparência na comunicação dos casos e medidas rápidas de contenção adotadas pelas autoridades brasileiras.
“Essa retomada é fruto de um trabalho coordenado entre governo, setor privado e organismos internacionais. Estamos focados em manter a sanidade da nossa produção com investimentos em biosseguridade e vigilância ativa”, destacou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Maior exportador mundial de carne de frango, o Brasil atende a mais de 150 países e tem na avicultura um dos pilares do agronegócio nacional. A normalização das exportações representa um alívio para o setor produtivo, que movimenta bilhões de reais por ano e gera milhares de empregos em toda a cadeia.
O Mapa segue monitorando a situação e reforçando ações preventivas em todo o território nacional, com atenção especial às áreas de risco e à sensibilização dos produtores para a notificação imediata de qualquer suspeita.
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