Mesa de Mercado · CEPEA
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Brasil busca ampliar acesso da carne suína à Coreia do Sul; frango cresce 42,1%

Seminário em Seul coloca reconhecimento sanitário de novos estados no centro das discussões; embarques de suíno avançam 33,7% até agosto.

O Brasil busca ampliar a participação da proteína animal no mercado da Coreia do Sul, com atenção especial à habilitação de novos estados para exportar carne suína. O tema foi discutido em 14 de setembro, em Seul, durante seminário bilateral promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com apoio da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil.

Participaram das discussões representantes do setor produtivo, da diplomacia brasileira e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encontro tratou de comércio, segurança alimentar e requisitos sanitários para ampliar o fluxo de proteínas entre os dois países.

Suínos dependem de reconhecimento bilateral

Embora todo o território brasileiro seja reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de febre aftosa sem vacinação, a Coreia do Sul ainda aceita apenas Santa Catarina com esse status para a importação de carne suína brasileira.

Santa Catarina possui reconhecimento internacional sem vacinação desde 2007 e utiliza esse diferencial sanitário para acessar mercados que impõem exigências específicas. Para os demais estados, o Brasil busca a aceitação das autoridades sul-coreanas, processo que já vinha sendo tratado em negociações bilaterais ao longo de 2026.

Carnes de frango e suína integram a pauta de exportações brasileiras para a Coreia do Sul, mercado que ampliou as compras das duas proteínas em 2026. Crédito: Reprodução.

Embarques avançam em 2026

Enquanto as negociações sanitárias continuam, as vendas brasileiras ao país apresentam crescimento. De janeiro a agosto, foram embarcadas 19,798 mil toneladas de carne suína para a Coreia do Sul, alta de 33,7% sobre o mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 46,992 milhões, avanço de 32,9%.

O desempenho da carne de frango foi ainda mais expressivo. No mesmo intervalo, o Brasil exportou 139,267 mil toneladas ao mercado sul-coreano, crescimento de 42,1%. O faturamento alcançou US$ 304,714 milhões, 61,8% acima do registrado um ano antes.

Sanidade define espaço para expansão

O avanço comercial ocorre enquanto o Brasil tenta transformar sua evolução sanitária em acesso efetivo a novos mercados e origens exportadoras. Para a carne suína, a ampliação do reconhecimento sul-coreano para além de Santa Catarina pode aumentar o número de estados aptos a disputar esse destino.

No frango, o crescimento dos embarques mostra que a Coreia do Sul já ganhou peso como mercado para a produção brasileira e amplia sua relevância na estratégia de diversificação das exportações.

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