O Brasil busca ampliar a participação da proteína animal no mercado da Coreia do Sul, com atenção especial à habilitação de novos estados para exportar carne suína. O tema foi discutido em 14 de setembro, em Seul, durante seminário bilateral promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com apoio da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil.
Participaram das discussões representantes do setor produtivo, da diplomacia brasileira e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encontro tratou de comércio, segurança alimentar e requisitos sanitários para ampliar o fluxo de proteínas entre os dois países.
Suínos dependem de reconhecimento bilateral
Embora todo o território brasileiro seja reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de febre aftosa sem vacinação, a Coreia do Sul ainda aceita apenas Santa Catarina com esse status para a importação de carne suína brasileira.
Santa Catarina possui reconhecimento internacional sem vacinação desde 2007 e utiliza esse diferencial sanitário para acessar mercados que impõem exigências específicas. Para os demais estados, o Brasil busca a aceitação das autoridades sul-coreanas, processo que já vinha sendo tratado em negociações bilaterais ao longo de 2026.

Embarques avançam em 2026
Enquanto as negociações sanitárias continuam, as vendas brasileiras ao país apresentam crescimento. De janeiro a agosto, foram embarcadas 19,798 mil toneladas de carne suína para a Coreia do Sul, alta de 33,7% sobre o mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 46,992 milhões, avanço de 32,9%.
O desempenho da carne de frango foi ainda mais expressivo. No mesmo intervalo, o Brasil exportou 139,267 mil toneladas ao mercado sul-coreano, crescimento de 42,1%. O faturamento alcançou US$ 304,714 milhões, 61,8% acima do registrado um ano antes.
Sanidade define espaço para expansão
O avanço comercial ocorre enquanto o Brasil tenta transformar sua evolução sanitária em acesso efetivo a novos mercados e origens exportadoras. Para a carne suína, a ampliação do reconhecimento sul-coreano para além de Santa Catarina pode aumentar o número de estados aptos a disputar esse destino.
No frango, o crescimento dos embarques mostra que a Coreia do Sul já ganhou peso como mercado para a produção brasileira e amplia sua relevância na estratégia de diversificação das exportações.



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