A aquicultura vem ganhando espaço na matriz produtiva do agronegócio paulista e a tilápia se consolida como a principal espécie desse avanço. Diante do crescimento da produção e do potencial de expansão do setor, a criação do pescado foi incluída, pela primeira vez, no cálculo do Valor da Produção Agropecuária (VPA) do Estado de São Paulo em 2025.
O movimento acompanha uma tendência global. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado em 2024, a produção mundial de pescados e organismos aquáticos atingiu 223,2 milhões de toneladas, avaliadas em US$ 472 bilhões. A aquicultura respondeu por 57% desse total e segue em expansão, impulsionada pela demanda por proteína e pela segurança alimentar.
Para o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), Eder Pinnati, a pesquisa científica tem contribuído para a melhoria da produtividade e da qualidade dos peixes criados no Estado. “São diversos desafios que vão desde a qualidade da água até a gestão da cadeia que estão sendo estudados concomitantemente, e o IEA inicia o acompanhamento e divulgação de dados e informações da cadeia produtiva da tilápia”, afirma. Diante da relevância e intensificação da atividade na agropecuária paulista, a tilápia foi incluída no Valor da Produção Agropecuária (VPA) em 2025, que gera um ranking de relevância econômica para os produtos do setor. Elaborado desde 1948, o VPA é um dos principais indicadores econômicos da agropecuária paulista e serve de base para análises setoriais, planejamento e formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do setor.
No cenário internacional, a China lidera a produção de pescados, com 35% da oferta mundial, seguida pelo restante da Ásia. O Brasil ocupa posição de destaque na aquicultura continental, figurando como o 13º maior produtor de peixes cultivados e o 8º em produção de peixes de água doce.
Leia a matéria completa na edição 228 da revista Feed&Food

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