A Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo definiu nesta quarta-feira (7) a manutenção do preço do suíno vivo em R$ 106,00/@ pela terceira semana consecutiva. A decisão foi tomada em condições de bolsa e reflete um mercado com estabilidade nas negociações do animal vivo, mesmo diante do aquecimento recente na demanda por carne suína.
Segundo os dados divulgados pela APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), o valor do suíno vivo permaneceu em R$ 5,65/kg no mercado paulista. O milho, principal componente da ração, foi cotado em R$ 66,41 por saca de 60 quilos, mantendo a relação suíno/milho em 1:1,60.
A bolsa também informou a comercialização de 20.400 animais no período. Em dólar, o suíno vivo paulista foi cotado em US$ 21,59/@, considerando o câmbio de R$ 4,91.

Carcaça suína segue valorizada
Apesar da estabilidade do animal vivo, os preços da carcaça suína especial seguem em alta no mercado. De acordo com levantamento do Cepea, a média da carcaça atingiu R$ 8,71/kg nos últimos dias, acumulando valorização de 3,44% no mês de maio.
No mercado paulista, a carcaça resfriada foi negociada entre R$ 9,00/kg e R$ 10,00/kg nesta quarta-feira, acima dos patamares observados no início do mês, quando os valores variavam entre R$ 8,80/kg e R$ 9,90/kg.
O movimento acompanha o aumento da demanda por cortes suínos no início do mês e na proximidade do Dia das Mães, período tradicionalmente marcado por maior consumo no varejo.
Mercado monitora custos e demanda
Além da movimentação da carne, o setor também acompanha os custos de produção, principalmente ligados à alimentação animal. O milho apresentou leve recuo nos últimos dias, saindo de R$ 67,05/saca em 5 de maio para R$ 66,41/saca em 7 de maio.
Já o indicador do boi gordo Cepea/Esalq fechou esta quarta-feira cotado a R$ 354,05/@, praticamente estável em relação aos últimos dias, mantendo a competitividade entre as proteínas no mercado interno.
A expectativa do setor é que o consumo de carne suína siga aquecido nas próximas semanas, sustentando os preços da carcaça e podendo abrir espaço para futuras reações também no mercado do animal vivo.
Fonte: APCS e Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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