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Tensão com tarifaço marca início do Acricorte em Cuiabá

Por Caroline Mendes
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Ariosto Mesquita, de Cuiabá (MT) – especial para a Feed&Food

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Considerado o principal evento técnico indoor de pecuária de corte do Centro-Oeste, o Acricorte 2025 teve início nesta quinta-feira (10.07.25) sob forte tensão provocada pelo anúncio do tarifaço de 50% imposto pelo governo norte-americano aos produtos de exportação do Brasil. Ainda na madrugada de hoje, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), organizadora do evento, divulgou ”nota de preocupação” pelos riscos que a medida traz para a carne bovina brasileira.

Segundo o texto, assinado pelo presidente da entidade, Oswaldo Ribeiro Junior, “a nova taxação colocaria o preço da tonelada da nossa carne em cerca de 8.600 dólares, inviabilizando qualquer comercialização para o mercado americano”. À Feed&Food, Ribeiro Júnior, revelou que, caso a promessa do presidente Donald Trump se concretize, as exportações brasileiras de carne bovina brasileira para os Estados Unidos “certamente serão zeradas”. Segundo ele, isso implicaria em um prejuízo aproximado de US$ 1 bilhão na economia nacional ao longo do segundo semestre de 2025.

Tarifaço é o assunto principal, tanto no auditório principal do Centro de Eventos do Pantanal, quando na feira de negócios paralela da Acricorte, que reúne 75 expositores de todo o Brasil

O tarifaço é o assunto principal, tanto no auditório principal do Centro de Eventos do Pantanal, quando na feira de negócios paralela da Acricorte, que reúne 75 expositores de todo o Brasil. O presidente da Acrimat lembra que os EUA são o principal comprador de carne bovina brasileira e “o terceiro ou quarto maior destino dos produtos da bovinocultura de corte de Mato Grosso”, estado que mantém o maior rebanho do Brasil, com algo na casa de 31 milhões de cabeças.

A nota da Acrimat é cautelosa quanto às providências que o segmento solicita: “Acreditamos na soberania nacional, mas acreditamos principalmente no bom senso e na pacífica negociação antes de se tomarem medidas intempestivas que podem levar a resultados desastrosos para nossa economia”.

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