Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br
A forte demanda internacional segue ditando o ritmo do mercado brasileiro de carnes. De acordo com análises recentes do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), enquanto o setor de bovinos é sustentado pelas exportações aquecidas e pela oferta restrita de animais para abate, o segmento de suínos celebra um desempenho recorde nos embarques do primeiro semestre de 2025.
No caso do boi gordo, os preços seguem firmes, mesmo diante de um consumo interno ainda limitado. O Cepea aponta que o movimento altista tem sido impulsionado sobretudo pela procura externa por carne bovina brasileira, que continua elevada. A oferta enxuta de animais terminados também contribui para manter os valores em patamares elevados, mesmo com a menor liquidez no mercado doméstico.

Já no setor de suínos, o destaque fica por conta do volume exportado entre janeiro e junho, que atingiu níveis históricos. Segundo o Cepea, o desempenho recorde é resultado da forte demanda de países importadores, o que reforça o papel do mercado externo na sustentação do setor. No entanto, a maior oferta interna pressiona os preços pagos ao produtor no mercado doméstico, mesmo diante da elevação das exportações.
Os dois movimentos evidenciam a importância crescente das exportações para o equilíbrio do mercado pecuário nacional, especialmente em um cenário de consumo interno ainda cauteloso. A tendência, segundo os analistas, é de que o desempenho das vendas internacionais continue a ser fator determinante para os preços e para a sustentabilidade dos produtores brasileiros.
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