Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br
O anúncio de uma tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos agrícolas brasileiros provocou forte reação do setor agroindustrial e de parlamentares ligados ao agro. A medida, atribuída ao presidente Donald Trump em seu programa de governo, mira diretamente as exportações do Brasil, em especial de produtos como carne e grãos, gerando preocupação entre entidades representativas e produtores rurais.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) classificou a decisão como “inadmissível” e defendeu uma resposta “firme, estratégica e imediata” do governo federal. Em nota, a FPA destacou que a medida afeta diretamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, ferindo princípios básicos do comércio justo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também se manifestou, alertando para os impactos negativos nas exportações do setor e para a possibilidade de retração nos investimentos e no crescimento do agronegócio. A entidade defende que o Itamaraty e os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços atuem de forma coordenada para proteger os interesses do país.
No Rio Grande do Sul, onde o agro e a indústria têm forte peso na economia, lideranças como a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e a Fiergs também repudiaram a tarifa. As entidades apontam que a taxação prejudica não apenas o setor produtivo, mas também a geração de empregos e o desenvolvimento regional.
A tarifa proposta reacende o alerta sobre o protecionismo comercial e os riscos de políticas unilaterais. Representantes do setor pedem articulação internacional para garantir o livre comércio e a previsibilidade das relações comerciais.
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