Há uns vinte e cinco anos atrás, falar em bem-estar animal na suinocultura brasileira era, para muitos, sinônimo de inviabilizar a produção de suínos no Brasil. Osmar Dalla Costa, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves e referência no tema, lembra das reações que recebia nos primeiros debates. “Quando começávamos a falar de bem-estar, diziam que estávamos quebra a suinocultura Brasileira e que isto era apenas um modismos e que não era viável para a nossa suinocultura, que nossas ideias só encareceriam os custos de produção e poderiam inviabilizar a nossa suinocultura”, recorda.
Segundo ele, o desafio inicial foi provar justamente o contrário: que investir em bem-estar animal resultaria em ganhos de produtividade em todas as fases do ciclo produtivo. “Tínhamos certeza de que o incremento do bem-estar refletiria em melhores índices zootécnicos, e nossa missão foi mostrar isso, na prática, para os produtores”, relata.
O primeiro campo de atuação foi o manejo pré-abate junto a uma cooperativa de Concórdia. Na época, embarques mal-conduzidos, estruturas precárias dos embarcadouros, mão de obra não qualificada e treinada e transporte deficientes resultavam em alta mortalidade, fraturas, animais exaustos e, consequentemente, perdas econômicas. “Mostramos que qualificar equipes de embarque e motoristas, melhorar embarcadores e adaptar carrocerias reduzia mortalidade, fraturas e perdas por animais cansados. Essa foi uma das primeiras vitórias que conquistamos junto à cadeia”, afirma Dalla Costa.
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