Os preços da soja e do milho seguem pressionados no mercado brasileiro, mesmo com algumas reações pontuais nas cotações. Segundo análises do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), fatores como o encarecimento dos fretes rodoviários, a desvalorização do dólar frente ao real e as quedas externas têm limitado avanços mais consistentes nos preços domésticos.
No caso da soja, apesar da demanda firme por parte de indústrias e exportadores, os valores não têm sustentado elevações expressivas. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá subiu apenas 0,6% na última semana, fechando a R$ 138,61/sc de 60 kg na sexta-feira (26). Já o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná teve leve alta de 0,3%, a R$ 130,11/sc. Segundo o Cepea, o principal entrave à comercialização está nos custos de transporte, que pesam mais em um cenário de baixa no câmbio e nos contratos futuros em Chicago.

Para o milho, o cenário também é de cautela. Embora o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) tenha avançado 1,5% entre 19 e 26 de julho, fechando a R$ 57,13/sc de 60 kg, a média mensal ainda registra queda acumulada de 4,5%. A retração dos produtores, que seguram os estoques à espera de melhores preços, contribuiu para a recuperação parcial da cotação. No entanto, a ampla oferta no mercado interno e os desafios logísticos seguem pressionando os valores.
Com um cenário ainda indefinido no mercado internacional e um câmbio desfavorável às exportações, os agentes permanecem atentos aos próximos movimentos, tanto da economia global quanto das políticas logísticas e cambiais no Brasil.
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