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USDA mantém projeções para soja e milho nos EUA na temporada 2026/27

Departamento reforça perspectiva de ampla oferta global de grãos.

As perspectivas de abastecimento global de grãos seguem favoráveis para a cadeia de produção de proteína animal. Em seu relatório mensal de oferta e demanda divulgado na quarta-feira (11), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve as estimativas para as safras norte-americanas de soja e milho na temporada 2026/27, sinalizando continuidade da elevada disponibilidade de matérias-primas utilizadas na alimentação animal.

Para a soja, o USDA projetou produção de 120,71 milhões de toneladas (4,435 bilhões de bushels), sem alterações em relação ao relatório anterior. O volume ficou ligeiramente acima da expectativa do mercado, que apontava para 120,66 milhões de toneladas.

No caso do milho, principal componente das rações destinadas aos setores de aves, suínos e bovinos confinados, a estimativa também foi mantida em 406,27 milhões de toneladas (15,995 bilhões de bushels), superando marginalmente a projeção dos analistas.

Já para o trigo, o órgão reduziu sua previsão de produção nos Estados Unidos para 42 milhões de toneladas, ante 42,49 milhões de toneladas estimadas anteriormente. O número ficou abaixo das expectativas do mercado.

Estoques seguem confortáveis

Os estoques finais norte-americanos de soja para 2026/27 foram mantidos em 8,44 milhões de toneladas, enquanto os de milho foram elevados para 49,78 milhões de toneladas, reforçando o cenário de oferta confortável para os próximos ciclos.

No trigo, as reservas finais foram revisadas para baixo, passando de 20,74 milhões para 20,25 milhões de toneladas.

No mercado internacional, o USDA promoveu novos ajustes que ampliam a percepção de abundância de grãos. Os estoques globais de soja foram elevados para 124,9 milhões de toneladas ao final de 2026/27. Para o milho, a revisão foi mais expressiva, com aumento de 277,5 milhões para 281,2 milhões de toneladas. Os estoques mundiais de trigo também cresceram, alcançando 275,4 milhões de toneladas.

A manutenção das elevadas projeções de produção e o crescimento dos estoques globais de milho e soja reforçam um cenário potencialmente favorável para os custos de alimentação animal nos próximos meses.

Brasil ganha protagonismo na oferta de milho

Entre os destaques do relatório está a revisão positiva para a produção brasileira de milho na safra 2025/26. O USDA elevou sua estimativa de 135 milhões para 138 milhões de toneladas, refletindo o bom desempenho da segunda safra e consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais do cereal.

As exportações brasileiras foram mantidas em 43 milhões de toneladas. Para a temporada 2026/27, a expectativa segue em 139 milhões de toneladas, com embarques estimados em 44 milhões de toneladas.

Na Argentina, a produção de milho para 2025/26 foi revisada de 59 milhões para 61 milhões de toneladas, enquanto as exportações permaneceram em 43 milhões de toneladas. Para 2026/27, a previsão continua em 55 milhões de toneladas.

Soja mantém cenário de forte oferta na América do Sul

Para a soja, o USDA manteve a estimativa da safra brasileira 2025/26 em 180 milhões de toneladas, com exportações previstas em 115 milhões de toneladas. Para 2026/27, a projeção segue em 186 milhões de toneladas, consolidando o país como líder mundial na produção e exportação da oleaginosa.

Na Argentina, a produção da safra 2025/26 foi elevada de 48 milhões para 50 milhões de toneladas. Para o ciclo seguinte, a estimativa permaneceu inalterada em 50 milhões de toneladas.

Impactos para a produção animal

A manutenção das elevadas projeções de produção e o crescimento dos estoques globais de milho e soja reforçam um cenário potencialmente favorável para os custos de alimentação animal nos próximos meses. A ampla oferta de grãos nos Estados Unidos, associada ao aumento da produção na América do Sul, tende a contribuir para maior disponibilidade de matérias-primas para as indústrias de ração, fator estratégico para a competitividade dos setores de aves, suínos, bovinos confinados e aquicultura.

Fonte: AE, adaptado pela equipe da Feed & Food.

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