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Vendas de soja dos EUA recuam, mas demanda segue firme em mercados estratégicos

Total negociado alcançou 352,8 mil toneladas, dentro das expectativas do mercado.

As exportações de soja dos Estados Unidos continuam sendo acompanhadas de perto pelo setor de proteína animal, uma vez que o grão é uma das principais matérias-primas utilizadas na formulação de rações para aves, suínos e bovinos confinados. Na semana encerrada em 4 de junho, os exportadores norte-americanos comercializaram 211,3 mil toneladas da safra 2025/26, segundo relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O volume representa queda de 24% em relação à semana anterior e recuo de 18% na comparação com a média das últimas quatro semanas, sinalizando uma desaceleração momentânea nos negócios da nova safra.

Considerando as vendas das safras 2025/26 e 2026/27, o total negociado alcançou 352,8 mil toneladas, dentro das expectativas do mercado, que projetava embarques entre 250 mil e 700 mil toneladas. Do total, 141,5 mil toneladas foram destinadas à safra 2026/27, com destaque para compras realizadas por destinos ainda não identificados, além de Malásia, Indonésia e Taiwan.

Entre os principais compradores da soja norte-americana da safra 2025/26 estiveram Egito, Japão, Taiwan, México e Canadá. O Egito liderou as aquisições, com 67,6 mil toneladas, seguido pelo Japão, com 56,4 mil toneladas. Crédito: Reprodução

Para a cadeia global de proteína animal, o comportamento da demanda internacional pela soja segue sendo um indicador relevante para a formação dos preços do farelo, principal fonte proteica utilizada na alimentação animal. Movimentos mais intensos nas exportações podem influenciar a disponibilidade do grão e, consequentemente, os custos de produção das granjas e confinamentos.

Já os embarques efetivos de soja dos Estados Unidos totalizaram 411,5 mil toneladas na semana, queda de 28% frente ao período anterior e de 30% em relação à média das últimas quatro semanas. Os principais destinos foram Egito, Japão, México, China e Indonésia.

A China, maior consumidora mundial de soja para a produção de farelo destinado à alimentação de suínos e aves, recebeu 68,1 mil toneladas no período. O desempenho das compras chinesas continua sendo um dos fatores mais observados pelo mercado internacional, devido ao seu potencial de impacto sobre os preços globais do complexo soja e sobre os custos da nutrição animal.

Fonte: AE, adaptado pela equipe da Feed&Food

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