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Índice Futuro Boi Gordo lidera ganhos da B3 no primeiro semestre de 2026

Indicadores ligados ao agronegócio, estatais e setores defensivos se destacam entre os melhores desempenhos da bolsa.

Foto: reprodução
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O Índice Futuro Boi Gordo liderou o desempenho dos índices da B3 no primeiro semestre de 2026, com valorização de 16,38% entre janeiro e junho. O resultado colocou o indicador ligado ao mercado pecuário à frente dos índices de Estatais, que avançou 15,96%, e de Utilidade Pública, com alta de 10,89%.

O levantamento da B3 aponta uma mudança no perfil dos índices com melhor desempenho em relação ao primeiro semestre de 2025, quando as maiores altas estavam concentradas principalmente nos segmentos imobiliário, financeiro e de governança corporativa.

Entre os dez maiores retornos do primeiro semestre de 2026 também aparecem o Índice de Governança, com alta de 8,37%, o MidLarge Cap, com 7,92%, e o IBrX 50, que avançou 7,43%.

O Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro, registrou valorização de 6,76% no período.

Renda fixa ganha espaço

O ranking dos melhores desempenhos também mostra maior equilíbrio entre índices de renda variável e renda fixa. Quatro dos dez indicadores com maiores retornos no semestre pertencem à renda fixa, movimento associado ao ambiente de juros ainda elevados e à busca dos investidores por alternativas de menor risco.

Os índices IDEB Ultra Qualidade DI e Letra Financeira S1 D1 apresentaram altas de 7,64% e 7,30%, respectivamente. Já os índices Tesouro Selic Low Turnover e Tesouro Selic avançaram 7,05% cada.

Segundo Hênio Scheidt, gerente de Produtos da B3, a comparação com 2025 evidencia uma mudança na dinâmica do mercado.

“Em 2026, os melhores desempenhos passaram a se concentrar em segmentos mais específicos da economia, como agronegócio, empresas estatais e utilidade pública, além de índices de renda fixa ligados a títulos públicos e privados”, afirma.

A criação de novos índices e o aumento da relevância desses indicadores podem contribuir para o desenvolvimento de novos produtos de investimento e ampliar o acesso a diferentes estratégias de mercado.

Cenário diferente de 2025

No primeiro semestre de 2025, o Índice Imobiliário havia liderado o ranking, com valorização de 46,41%. Na sequência estavam os índices IGPTW, com 34,76%, Ibov BR+ Cap 5%, com 32,95%, Financeiro, com 31,96%, e Ibov BR+ Equal Weight, com 31,54%.

Naquele período, o Ibovespa acumulava alta de 15,44%, mais que o dobro do desempenho registrado nos primeiros seis meses de 2026.

Índices orientam ETFs

Os índices da B3 também funcionam como referência para os ETFs (Exchange Traded Funds), fundos negociados em bolsa que buscam acompanhar o desempenho de determinadas carteiras de ativos.

Na prática, os ETFs permitem ao investidor obter exposição diversificada a um conjunto de ações, títulos ou outros ativos por meio de uma única aplicação. Além de índices amplos, como Ibovespa e IBrX 50, há produtos vinculados a indicadores setoriais e de renda fixa.

De acordo com a B3, a criação de novos índices e o aumento da relevância desses indicadores podem contribuir para o desenvolvimento de novos produtos de investimento e ampliar o acesso a diferentes estratégias de mercado.

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