O agronegócio paulista encerrou o primeiro semestre de 2026 com superávit de US$ 10,38 bilhões na balança comercial. O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 13,34 bilhões e importações de US$ 2,96 bilhões, consolidando o setor como um dos principais motores da economia do Estado de São Paulo.
No período, o agro respondeu por 37,9% das exportações paulistas, enquanto as importações do setor representaram 6,8% do total estadual. A análise é elaborada mensalmente pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Segundo o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril, o desempenho positivo fortalece a economia estadual e impulsiona a geração de empregos, especialmente no interior paulista.

Entre os principais segmentos exportadores, o complexo sucroalcooleiro liderou a pauta, com US$ 3 bilhões em vendas externas, equivalente a 22,5% do total exportado pelo agronegócio paulista. Na sequência, o setor de carnes respondeu por US$ 2,34 bilhões, representando 17,5% das exportações do agro, com a carne bovina concentrando 84,1% desse montante.
O complexo soja ocupou a terceira posição, com US$ 1,88 bilhão em embarques, seguido pelos produtos florestais, que somaram US$ 1,68 bilhão, e pelo segmento de sucos, com US$ 938,9 milhões. Juntos, esses cinco grupos responderam por 73,7% das exportações do agronegócio paulista no período. O café aparece na sexta colocação, com US$ 791,6 milhões em vendas externas.
Na comparação com o primeiro semestre de 2025, o setor de carnes apresentou o maior avanço entre os principais segmentos exportadores, com crescimento de 23,5% no valor embarcado. Também registraram desempenho positivo o complexo soja (+20,3%) e os produtos florestais (+12,5%). Em contrapartida, os setores de sucos (-39,2%), sucroalcooleiro (-18,8%) e café (-18,5%) apresentaram retração.
A China permaneceu como o principal destino das exportações do agronegócio paulista, concentrando 28,3% das vendas externas, seguida pela União Europeia, com 14,7%, e pelos Estados Unidos, com participação de 9,8%.
No cenário nacional, São Paulo manteve a segunda posição entre os estados exportadores do agronegócio, respondendo por 15,3% das exportações brasileiras do setor, atrás apenas de Mato Grosso, que lidera o ranking com 20,5% de participação.




