Mesa de Mercado · CEPEA
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Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
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Consumo e novos mercados reposicionam carne suína no Brasil

Setor reduz dependência da China e amplia presença doméstica, mas excesso de oferta, custos e comunicação permanecem entre os desafios

A suinocultura brasileira chega ao segundo semestre de 2026 com maior diversificação das exportações e consumo doméstico superior a 20 quilos por habitante ao ano, segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). O avanço abre novas oportunidades, mas exige planejamento para equilibrar produção, demanda e rentabilidade.

Exportações menos concentradas

Para Iuri Pinheiro Machado, consultor de mercado da ABCS, a redução da dependência do mercado chinês tornou os embarques mais distribuídos. “Conseguimos estruturar bem esse mercado de exportação”, afirma.

No ambiente doméstico, o consumo mais regular é associado pela entidade à ampliação dos cortes disponíveis, à praticidade no varejo e às mudanças na percepção nutricional da proteína. A cadeia também busca responder a cobranças relacionadas à rastreabilidade, ao bem-estar animal e ao uso responsável de antimicrobianos.

Segundo Iuri, esses fatores ganham relevância principalmente entre consumidores mais jovens, interessados não apenas em preço e qualidade, mas também na origem e nas condições de produção dos alimentos.

Comunicação aproxima consumidor

A estrategista de mercado Lívia Machado avalia que o crescimento do consumo depende de uma comunicação capaz de esclarecer dúvidas sobre saúde, preparo e utilização dos diferentes cortes.

“As mudanças estão relacionadas à agilidade, à praticidade e às dúvidas sobre saúde”, explica. Para ela, supermercados e açougues deixaram de ser apenas pontos de venda e passaram a exercer papel importante na apresentação da carne suína ao público.

A estratégia não busca substituir outras proteínas, mas ampliar a presença do produto em refeições cotidianas e ocasiões especiais, de acordo com a especialista.

Oferta exige planejamento

Apesar das oportunidades, o excesso de oferta preocupa a cadeia. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, afirma que os avanços genéticos, tecnológicos e produtivos elevaram a disponibilidade de animais e exigem maior coordenação.

“O principal desafio é o excesso de oferta”, destaca Lopes. Segundo ele, aumento do número de matrizes sem crescimento proporcional da demanda pode pressionar preços e comprometer a sustentabilidade econômica dos produtores.

Tributação e juros elevados para novos investimentos também aparecem entre os pontos de atenção. Para a entidade, a próxima etapa de crescimento dependerá da combinação entre abertura de mercados, ampliação do consumo interno, planejamento produtivo e acesso a informações pelo consumidor.

Confira a matéria completa na edição 230 da Revista Feed&Food

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