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Método distingue carnes de quatro espécies e raças bovinas

Técnica baseada em perfis de proteínas identificou amostras bovinas, suínas, de frango e tilápia, além de diferenciar Nelore e Angus

A Embrapa divulgou, na terça-feira (7), uma metodologia capaz de diferenciar carnes bovina, suína, de frango e de tilápia por meio da espectrometria de massas MALDI-TOF. O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Nos testes realizados, a técnica também distinguiu amostras das raças bovinas Nelore e Angus. A proposta é ampliar as ferramentas disponíveis para rastreabilidade, fiscalização e verificação da origem de produtos de origem animal.

Assinatura molecular

A identificação ocorre a partir dos perfis de massa das proteínas presentes na carne. Esses registros funcionam como uma assinatura molecular, permitindo que novas amostras sejam comparadas com informações armazenadas em um banco de dados de referência.

Foram avaliadas carnes frescas das quatro espécies. Os pesquisadores também obtiveram resultados com carne bovina após congelamento ou cocção, indicando que esses processos não impediram a identificação nas condições analisadas.

Pesquisador Newton Verbisck opera equipamento de espectrometria de massas MALDI-TOF durante etapa de análise em laboratório.
Crédito: Embrapa

Segundo Newton Verbisck, pesquisador da Embrapa que liderou o estudo, o protocolo completo leva, em média, 20 minutos. Pequenos fragmentos são submetidos à extração de proteínas e posteriormente inseridos no equipamento, que mede a massa dos íons e gera o perfil da amostra.

Aplicações e limites

A metodologia poderá apoiar o controle de qualidade, a fiscalização sanitária, o combate a fraudes e a certificação de produtos associados a espécies ou raças específicas. Os autores apontam a técnica como uma alternativa potencialmente mais rápida e econômica do que análises genéticas tradicionais.

A aplicação ainda exige ampliação do banco de dados e validação com maior número de amostras. Embora tenha diferenciado Nelore e Angus, o estudo não conseguiu separar os cortes bovinos filé mignon e contrafilé.

O trabalho foi realizado em Campo Grande (MS), com participação de pesquisadores da Unesp, em Jaboticabal (SP), e publicado em 29 de abril de 2026 no periódico Biology and Life Sciences Forum.

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