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Vendas semanais de milho dos EUA superam expectativas e reforçam demanda internacional

Exportadores norte-americanos comercializaram 1 milhão de toneladas da safra 2025/26 no período.

As exportações de milho dos Estados Unidos registraram forte desempenho na semana encerrada em 4 de junho, com vendas acima das expectativas do mercado, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os exportadores norte-americanos comercializaram 1 milhão de toneladas da safra 2025/26 no período, volume 13% superior ao da semana anterior. Apesar do avanço semanal, o resultado ainda ficou 15% abaixo da média observada nas últimas quatro semanas.

Quando consideradas as vendas combinadas das safras 2025/26 e 2026/27, o total negociado alcançou 1,93 milhão de toneladas, superando as projeções dos analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que estimavam negócios entre 900 mil e 1,8 milhão de toneladas.

Do volume total, 926,9 mil toneladas foram destinadas à safra 2026/27, com destaque para compras realizadas por Japão, Colômbia, Coreia do Sul, México e destinos não identificados. Crédito: Reprodução

Japão e México lideram compras

Entre os principais compradores do milho da safra 2025/26, o Japão liderou as aquisições com 373,1 mil toneladas, seguido pelo México, com 356,2 mil toneladas. Também se destacaram Espanha (237,2 mil toneladas), Colômbia (219,1 mil toneladas) e Honduras (74,4 mil toneladas).

Parte das vendas foi compensada por cancelamentos e ajustes de contratos, principalmente para destinos não identificados, que reduziram 443,3 mil toneladas das compras previamente registradas. Também houve reduções para Costa Rica, Nicarágua, Marrocos e as Ilhas Leeward e Windward.

Embarques avançam e mostram ritmo aquecido da demanda

Além do bom desempenho das vendas, os embarques efetivos de milho dos Estados Unidos também apresentaram crescimento. As exportações somaram 1,92 milhão de toneladas na semana, alta de 11% em relação ao período anterior e avanço de 19% frente à média das últimas quatro semanas.

O México foi o principal destino dos embarques, recebendo 565,1 mil toneladas. Na sequência aparecem Espanha (247,2 mil toneladas), Coreia do Sul (205,2 mil toneladas), Japão (164,6 mil toneladas) e Colômbia (142,5 mil toneladas).

Mercado acompanha impactos para a cadeia de proteína animal

O desempenho das exportações norte-americanas é acompanhado de perto pelo setor de proteína animal, já que o milho é o principal componente energético das rações utilizadas na produção de aves, suínos e bovinos confinados.

A manutenção de uma demanda internacional aquecida tende a influenciar a dinâmica dos preços globais do cereal, fator relevante para a formação dos custos de produção ao longo dos próximos meses. Ao mesmo tempo, o forte ritmo de embarques reforça a competitividade do milho norte-americano no mercado internacional, especialmente entre os principais importadores da Ásia e da América Latina.

Fonte: AE, adaptado pela equipe da Feed&Food

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