Santa Catarina consolidou sua liderança nas exportações brasileiras de carne suína ao embarcar 71 mil toneladas em março de 2026. O volume representa crescimento de 21,5% na comparação anual e foi determinante para o recorde histórico nacional no período.
Os dados, divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mostram que o desempenho do estado foi o principal motor para o avanço das exportações brasileiras da proteína.
Recorde nacional em volume e receita
No cenário nacional, o Brasil exportou 153,8 mil toneladas de carne suína em março, volume 32,2% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
A receita acompanhou o crescimento dos embarques e atingiu US$ 361,6 milhões, alta de 30,1% na comparação anual, também configurando recorde para o período.
Crescimento se mantém no trimestre
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Brasil exportou 392,2 mil toneladas de carne suína, avanço de 16,5% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.
A receita totalizou US$ 916 milhões, com crescimento de 16,1%, reforçando a tendência de expansão das exportações ao longo do ano.

Outros estados também ampliam embarques
Além de Santa Catarina, outros estados registraram crescimento nas exportações em março. O Rio Grande do Sul embarcou 43,3 mil toneladas, com alta de 71,4%, seguido pelo Paraná, com 21,4 mil toneladas e avanço de 10,5%.
Minas Gerais e Mato Grosso também apresentaram desempenho positivo, com embarques de 4,8 mil e 4,2 mil toneladas, respectivamente.
Ásia e América do Sul puxam demanda
No mercado internacional, as Filipinas lideraram as compras de carne suína brasileira em março, com 48,9 mil toneladas, crescimento de 80,7% na comparação anual.
O Japão aparece na sequência, com 18,2 mil toneladas e alta de 85,8%. Completam a lista dos principais destinos China, Chile e Hong Kong.
Expectativa de continuidade do ritmo
Segundo a ABPA, a demanda global pela proteína brasileira segue aquecida, especialmente em mercados asiáticos e sul-americanos.
A tendência é de manutenção do ritmo de crescimento ao longo de 2026, impulsionada pela competitividade do produto brasileiro e pela diversificação dos destinos.
Fonte: ACCS e ABPA, adaptado pela equipe Feed&Food
LEIA TAMBÉM
CNA e Ministério da Pesca debatem regulação de espécies invasoras na aquicultura
Exportações de ovos recuam em março com queda da demanda internacional
Exportações brasileiras atingem recorde histórico no primeiro trimestre de 2026





