A Agência de Saúde Animal e Vegetal do Reino Unido (APHA) concluiu, em 2026, as atividades em propriedades rurais da terceira fase dos testes da vacina BCG contra a tuberculose bovina e de seu teste complementar DIVA, realizados na Inglaterra e no País de Gales. A etapa envolveu 736 bovinos distribuídos em 11 fazendas localizadas em áreas de baixa incidência da doença.
O trabalho integra um programa iniciado em 2021 para avaliar uma estratégia capaz de permitir a vacinação sem comprometer a vigilância sanitária. O DIVA, sigla para Detect Infected among Vaccinated Animals, permite diferenciar bovinos infectados daqueles que receberam a BCG, uma limitação dos testes tradicionais utilizados atualmente.
Dados ainda serão analisados
Todos os animais participantes da terceira fase receberam a vacina e posteriormente passaram pelo teste DIVA. Com a atividade de campo encerrada, os pesquisadores agora analisarão os resultados, especialmente a especificidade do teste e sua aplicação em condições comerciais.

As duas fases anteriores já haviam demonstrado a segurança da vacina BCG e do teste em bovinos. A fase 3 foi acrescentada para ampliar os dados disponíveis e apoiar decisões sobre uma eventual implementação em larga escala.
Autorização ainda é necessária
Caso os resultados sejam satisfatórios, o próximo passo será solicitar autorizações de comercialização na Grã-Bretanha para a vacina e o DIVA, além do reconhecimento do reagente diagnóstico pela Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH).
O governo britânico trabalha com a meta de ter a combinação disponível para implantação até 2030. A estratégia faria parte de um conjunto mais amplo de medidas, ao lado de testes sanitários, restrições à movimentação de animais e biossegurança. A Inglaterra pretende alcançar o status livre de tuberculose bovina até 2038, enquanto o País de Gales estabelece 2041 como horizonte.



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